- Manuel Baptista – pt.indymedia.org
A manif correu muito bem, sem incidentes até ao Largo Camões. As pessoas no Largo Camões tiraram fotos, gritaram uns slogans e algumas dispersaram. Outras ficaram mais um pouco e organizaram-se em marcha «de regresso». Assim, começaram a descer (em sentido inverso) o Chiado, virando na Rua do Carmo, umas cinquenta pessoas, gritando slogans anti-fascistas. Eu acompanhei a manifestação «de regresso» até este ponto. Verifiquei que os carros da polícia iam retirando à medida que os manifestantes se aproximavam, os três graduados da PSP, com os seus pingalins, desciam descontraidamente a uns metros à frente da manif. Não houve problemas até meio da Rua do Carmo. Na altura em que estavam os manifestantes a alcançar as escadas por de baixo do elevador de Sta Justa (a meio da Calçada), começaram eles -manifesantes- a fazer meia volta e a correr calçada acima. Alguém os avisou que tinham sido encurralados. E assim foi. Carrinhas com polícias de choque às largas dezenas desceram em grande velocidade o Chiado, selando o alto da rua do Carmo, enquanto outras com igual força e os referidos polícias de choque subiam a rua do Carmo. Estes últimos desceram imediatamente dos carros, ainda antes destes travarem e começaram a correr em direcção aos manifestantes, agredindo-os à bastonada enquanto estes tentavam escapar desesperadamente. Os que estavam perto, meros espectadores ou pessoas que acompanharam o cortejo de lado, ficaram também encurralados por
polícias agressivos, com ameaça física a toda a gente, mas que batiam selvaticamente e sem hesitação em alguém que tivesse «aspecto» de manifestante.
Vi polícias em grupos de cinco ou mais «dar caça» na baixa a manifestantes ou outras pessoas. Uma rapariga que ia a fugir, estava diante da Pastelaria Suiça, quando foi agredida, imobilizada no chão e arrastada sob prisão a 500 metros de distância para ser encurralada nos carros celulares. O mesmo passou-se com outros (eles não fizeram nenhum gesto agressivo, a fuga era para os polícias o «motivo» para perseguirem e baterem selvaticamente nessas pessoas).As pessoas que assistiram a isto tudo têm com certeza cenas de uma brutalidade inaudita para contar (é importante testemunharem para se apurarem responsabilidades) .Eu tentei evitar que as pessoas permanecessem presas, tentei falar calmamente com o graduado da PSP. Este não ficou nada impressionado com o meu pedido, inclusive disse-lhe que o que estava a fazer era profundamente incorrecto e que ao menos soltasse as pessoas, pois não tinha a mínima legitimidade para as manter presas.
As pessoas que foram presas, provavelmente foram brutalizadas todas no momento da prisão, pois eu verifiquei o modo de actuar da polícia em vários casos. Contaram-me que uma jovem ficou com o braço partido, o que não me espantaria.
A actuação foi deliberada.
Foi uma actuação destinada a instalar medo.
O que fizeram e comandaram os graduados da PSP foi obviamente premeditado.
Penso que eles cometeram um atentado à liberdade de manifestação e à integridade física de pessoas. É uma acusação grave mas posso (podemos) prová-la.
Queriam mostrar que são eles que decidem o que é a lei, no 25 de Abril, em especial.
Assim estão eles a «garantir» a segurança dos cidadãos.
Os manifestantes, não estavam a cometer nenhuma infracção grave, apenas estavam a gritar palavras de ordem e mais nada.
A polícia, essa, cometeu desacatos e muitos…
Fascismo NUNCA MAIS… 25 de Abril SEMPRE !!!
O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO.
2. Sandro – negranebelina.blogspot.com [25.04.07]
Relato de acontecimentos, dirigido a um director de jornal.
Caro Sr. Director,
- Por volta das 19.30 H do dia 25 de Abril de 2007, em plena Rua do Carmo, junto ao c.c. do Chiado, decorria uma manifestação autorizada pela polícia, tendo em conta que a acompanhava, tal como é costume em qualquer manifestação.
- Após alguns indivíduos terem pintado numa parede algumas palavras, cerca de 6 elementos das forças policiais, apenas identificáveis pelos cacetetes que empunharam depois, agarraram os prevaricadores.
- Tendo os detidos manifestado alguma resistência, o caso, até aí banal, mudou completamente de figura.
- Os manifestantes, voltaram-se para trás, subiram a rua do Carmo e tentaram resgatar os seus companheiros de manifestação. Os elementos policiais, que não ostentavam qualquer identificação, repito, chamaram obviamente reforços.
- Em apenas um minuto, a Rua do Carmo estava cercada por cima e por baixo, por forças policiais anti-motim.
- É claro que devido ao dia em questão e à zona em causa, estavam muitos turistas, crianças, idosos, meros transeuntes e clientes do comércio que envolve toda a zona do chiado, na Rua do Carmo, no preciso momento em que o motim começou.
- A natureza contestatária dos manifestantes (devo referir também que se tratava de uma manifestação contra o neo-fascismo e contra a xenofobia), bem conhecida anteriormente pela polícia, podia ter sugerido aos responsáveis policiais, adoptar uma posição mais cautelosa.
- Mostraram no entanto, muita coragem e sentido do dever, pois, não se detiveram perante a primeira provocação fora da lei.
- Eu, tendo saído do c.c. do Chiado naquele momento, resolvi deixar passar a manifestação e segui calmamente na traseira da demonstração, pretendendo sair dali na rua do elevador de Santa Justa, em direcção a casa.
- Em dois segundos estava no meio da confusão. Dirigi-me, descendo o Carmo, para o local onde estava a maior parte da polícia de choque.
- Reconhecendo, pela posição e atitude, aquele que me pareceu ser o responsável máximo pela força policial, tentei perguntar-lhe se devia e podia passar para trás da barreira policial.
- Apenas ouvi um outro elemento policial, dizendo ao seu superior – Sr. Intendente (não me recordo se era mesmo intendente ou comissário…), saia daí (qual general, estava na frente do barreira policial) – e claro, não obtive resposta, ou melhor percebi logo que ali é que eu não ficava e passei por eles bem encostadinho à parede, sempre olhando-lhes nos olhos (que os meus mostravam claramente por quem eu estava; pela minha Saúde e Liberdade).
- Olhei então para trás e foi ver os manifestantes, que pena tive deles, a uns bons 15 metros da polícia, espremendo-se uns contra os outros, sem possibilidade de fuga, como rebanho cercado por lobos esfomeados.
- Deu-se a carga, fugiram por onde conseguiram os jovens manifestantes, levando tanta pancada quanta lhes conseguiram dar os polícias, e tudo isto sem ter ouvido uma só palavra pela parte do Sr. comissário. Foi só após uns bons minutos que se ouviu da parte de um dos policiais, um igual a todos os outros corajosos policias, uma palavra na direcção dos transeuntes que como eu estavam no meio daquela trapalhada. -Saiam já daqui! Para baixo! Fora!- e foi um pandemónio.
Uma bela imagem de Democracia oferecida aos inúmeros turistas que ainda vêm a Portugal para celebrá-la.
Já agora, devo também relatar que não vi ninguém a oferecer cravos. Nem a Polícia, nem os manifestantes, nem os turistas, nem os comerciantes. já não se dão cravos no dia em que se comemora a Revolução dos cravos.
Dá-se pancada.
Dão-se péssimos exemplos de tolerância.
Mas continua a ser legal o cartaz do PNR em pleno Marquês de Pombal. Tem, mesmo, direito a protecção policial. Verifiquei hoje que 6 elementos da PSP o guardam bem guardado.
Quando a Faculdade de Letras foi vandalizada com símbolos fascistas onde é que andava a PSP?
A guardar o dito cartaz?
Viva a Liberdade!
3. testemunho – negranebelina.blogspot.com [25.04.07 às 21:28]
Eu também vi e escrevi:
Como é que ninguém viu a polícia de choque hoje na Rua do Carmo?
Incrível como ninguém viu a polícia de choque, hoje, dia 25 de Abril de 2007, na Rua do Carmo, em Lisboa, cerca das 19h, carregar em força e indiscriminadamente sobre grupo de manifestantes “Contra o fascismo e o capitalismo”.
Eu estava à porta da Fnac e vi com os meus olhos os manifestantes desfilarem à minha frente. Eram talvez uns cem, a gritar palavras de ordem desconexas e inconsequentes contra o fascismo, mas sem qualquer violência, para além da que resultava das indumentárias negras e das caras tapadas por lenços pretos, sabe-se lá porquê… Que palermas, estes miúdos! Passados poucos segundos, ia o grupo uns 30 metros mais abaixo, num ponto da Rua do Carmo de onde não era possível fugir, positivamente encurralados, ouvi gritos e pareceu-me ver alguns clarões. Logo a polícia de choque a avançar em bloco, saíam da Rua Nova do Almada e do Chiado, e lançaram-se sobre os manifestantes, poucos metros abaixo do sítio onde eu e outros tentávamos ver o que se passava. Ouvimos gritos e o som dos bastões a bater, em pessoas, suponho. Confusão, muita. Ninguém entendia o que estava a acontecer e a polícia continuava a vir de todos os lados e a entupir a rua. A impressão que tive era de que havia mais polícias do que manifestantes. Depois foram três ou quatro carrinhas da polícia a entrar pela Rua do Carmo abaixo. Para além do condutor, iam vazias. Eu já nem percebia bem como cabia tanta coisa na Rua do Carmo. O alarido continuava lá em baixo e algumas pessoas subiam agora a correr na direcção da Rua Nova do Almada e diziam que a polícia de choque ia começara a carregar pela rua acima e que era melhor fugir.
A minha filha de dez anos puxava-me para eu me ir embora. Estava, naturalmente, assustada. Há menos de meia hora tinha estado a brincar com outros amigos, no meio dos manifestantes que agora estavam a ser espancados, na relva de festa com que a Câmara Municipal e o CEM tinham atapetado o Largo Camões para que os lisboetas pudessem gozar os dias da festa da liberdade.
Descemos pela Rua Nova do Almada e depois para a Rua do Ouro. Quando chegámos ao Rossio a confusão continuava. Fui-me embora.
Ao chegar a casa descobri que a minha filha de 21 anos tinha sido apanhada em plena confusão a meio da Rua do Carmo, depois de sair da Fnac. Por sorte, quando a polícia começou a bater em toda a gente, uma senhora de uma livraria puxou-a a ela e a mais três pessoas para dentro da livraria, mas uma das raparigas não escapou a tempo e levou uma bastonada na cara e o sangue jorrava-lhe da boca. A minha filha estava desnorteada, não acreditava no que estava viver, perguntava-se pelo país em que estava, enquanto via através da janela a polícia a bater em novos, velhos, rapazes ou raparigas.
Chamaram o 112 para acudir à rapariga ferida. Veio um polícia e perguntou o que lhe tinha acontecido, se tinha sido algum dos manifestantes que lhe tinha batido, responderam-lhe que não, que quem lhe tinha batido tinha sido um bastão de um polícia. Foi-se embora!
Em casa, ligo a televisão, procuro nos noticiários a notícia dos acontecimentos. Nada. Venho a internet e dou com o mesmo silêncio. Será que só nós é que vimos?
4. JT – pt.indymedia.org [26-04-2007 às 10:40]
Olá, companheiros. eu tambem fui à manifestação e também fui mimoseado com um bom par de bastonadas pelos caniches do estado.a primeira parte da manifestação decorreu sem incidentes e os manifestantes (por sinal muitos, que esta manifestação teve a participação de muita gente, o que é de louvar) percorreram todo o caminho da praça da figueira até ao largo de camões sem que ocorressem quaisquer incidentes. depois um grupo começou a sugerir que fossemos até à rua da prata/rua do ouro (onde fica a sede do PNR) manifestarmos-nos. acabámos por ir, ainda que muitos companheiros e companheiras achassem que aquilo era uma parvoíce e temessem que as coisas pudessem acabar mal. a única coisa repreensível que alguns poucos companheiros fizeram foi ir pintando algumas palavras de ordem pelo caminho. não se partiram montras, não se viraram caixotes, nem tão pouco se molestou ou incomodou de modo algum as pessoas que estavam a ver a manifestação (e que se calhar acabaram por também “apanhar” da policia), não se fez nada desse género.
quando descíamos aquela rua frente á FNAC um companheiro vindo de baixo começou a correr e a dizer-nos para mudar de direcção. na altura não percebi do que se tratava mas depois ficou claro: era a bófia que estava lá em baixo. corremos rua acima para encontrar outro grupo de bófias lá em cima e alguns companheiros a protestar que um companheiro tinha sido apanhado sozinho pela policia, que o tinha agredido e detido. depois a policia dispara um very light para o ar (certamente um sinal para iniciar o ataque) e carrega sobre nós. foram disparados ainda mais alguns very lights, tendo um deles caido no meio de um grupo de companheiros que estavam agrupados ao pé do elevador de santa justa. não sei se foi por acidente ou de propósito, mas felizmento (acho) que ninguém ficou ferido. quanto a mim, fui agredido á bastonada nos braços, nas costas e na cabeça. eu e todos fomos forçados à bastonada a descer a rua outra vez. na parte de baixo da rua ainda estava um daqueles estupores (pelo menos só reparei nele e não sei para onde foram os outros policias que estavam em baixo) a tentar “molhar a sopa”, por assim dizer e que tentava barrar o caminho ás pessoas que fugiam e dar-lhes batonadas. vi-o a dar uma bastonada nas costas de uma moça que lhe fugiu. dispersamos todos para a avenida com grupos de policias a correr atrás das pessoas. é preciso dizer que não estavam só jovens na manifestação e que também haviam companheiros mais velhos (na casa dos seus 40/50/60 anos) a participar e preocupa-me que essas pessoas também tenham sido agredidas pela policia.
é importante dizer que a policia nunca tentou formar um cordão de segurança ou simplesmente barrar-nos o caminho de uma forma não-violenta para evitar eventuais disturbios: eles pura e simplesmente carregaram sobre nós sem dizer ai nem ui! ordens de cima, certamente.
o comportamento dos mass media também não deixou de ser interessante: esses senhores que registam o menor arroto de mário machado e do seu bando de celerados ficou calado como um rato a respeito da nossa manifestação anti-fascista. uma manifestação com centenas e centenas de pessoas a gritar palavras de ordem contra o fascismo e a xenofobia no dia 25 de abril sofre uma carga policial e os media não registam nada!
5. João – pt.indymedia.org [26.04.2007 às 10:13]
Na rua dos armazéns do chiado 5 carrinhas de polícia de choque com armaduras carregaram sobre os manifestantes sem ter sido provocada (elementos à paisana no meio da manifestação começaram a distribuir porrada com cacetetes desdobráveis). Eu vi isto acontecer à minha frente, como transeunte. Arrearam a rua toda à porrada. Bateram em cães, turistas, pessoas que estavam a sair da springfield e da h&m … Eu vi isto à minha frente e não sou anarquista. Nunca imaginei que a polícia num estado democrático se pudesse comportar assim. Alguns pareciam cães raivosos, desejando por mais confronto enquanto o pessoal fugia. Até é errado chamar confrontos porque ninguém ofereceu resistência, o que aquilo foi foi um massacre. Soube que há pelo menos 10 pessoas detidas, que foram espancadas ainda mais brutalmente na esquadra. Apareceu uma carrinha do INEM que levou uma rapariga de braço partido. Vi um casal de turistas italianos com marcas de bastonadas. Houve muita gente a tirar fotografias por isso devem encontrar-se registos.
6. Sub-Camarada Campos – pt.indymedia.org [26-04-2007 às 15:49]
Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o quotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso
Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra.
“Rua do Carmo, rua do Carmo
Mulheres bonitas, subindo o Chiado
Mulheres alheias, presas ás montras,
Alguns aleijados em hora de ponta
Soprando a vida, passam estudantes
Gingando as ancas, lábios ardentes
Subindo com pressa, abrindo passagem
Chocamos de frente, seguimos viagem”
Então é assim. Cerca de 200 a 300 pessoas manifestaram-se a seguir às comemorações oficiais do 25 de Abril, numa manifestação anti-autoritária, anti-fascista e anti-capitalista, iniciada às 18h30 na P. da Figueira e que terminou no Lg. Camões cerca das 19h30. A manif decorreu rapidamente e embora estivesse rodeada de um considerável dispositivo policial (não foi autorizada), não houve incidentes. Ao longo do percurso foram pintadas algumas frases na parede e atiradas algumas lâmpadas com tinta a vidros de lojas e bancos. Ninguém partiu montras.
Evidentemente, comparada com a parada que desceu a Av. da Liberdade a lançar palavras de ordem de há 30 anos, esta manif assumiu um aspecto bastante mais combativo e radical, com palavras de ordem viradas para o presente e não para o passado. Nesse sentido, foi a resposta que se impunha ao crescimento da agitação e provocação fascista dos últimos tempos. Foi também a primeira vez, desde que me lembro, que uma manifestação no dia 25 de Abril teve um cunho de combate e conflito minimamente à altura dos 18 meses que se seguiram ao 25 de Abril. Nesse sentido, a manifestação teve a vantagem de se dirigir, não à imagem difusa, consensual, que celebra a democracia que temos, mas antes de exprimir a vontade de libertação não cumprida que caracterizou o período revolucionário.Deu ainda uma expressão prática ao apelo que Cavaco Silva dirigiu aos jovens: os manifestantes não se resignaram perante as dificuldades e, insubmissos q.b., procuraram à sua maneira reinventar os festejos do 25 de Abril.
Chegada ao Camões, parte da manif desmobilizou. Outra parte, cerca de 100 pessoas, sentiu que algo estava por fazer e decidiu correr o risco de efectuar o percurso no sentido inverso, atingindo a sede do PNR, situada na Rua da Prata. Nesse sentido, desceu a Rua Garrett, passando por um considerável aparato policial e acompanhada de bastate perto por alguns polícias à paisana, o chefe dos quais está na fotografia acima colocada.*
A este ponto a manif era composta por um núcleo de pessoas de cara tapada e vestidas de preto, bem como várias pessoas que simplesmente queriam ver o que iria acontecer. Esta manif era bem menos compacta do que a que tinha subido o Chiado e, levadas pelo entusiasmo, as pessoas que seguiam na dianteira seguiam a uma velocidade bastante grande. Por altura dos Armazéns do Chiado, e após um curto impasse para decidir o melhor caminho, seguiu pela Rua do Carmo. A este ponto também, alguns dos manifestantes batiam com os suportes das bandeiras em cartazes e mais bolas com tinta foram enviadas para montras. O Chiado estava bastante mais vazio do que uma hora antes, o que aliás é habitual. Nada havia sido partido. Nenhuma agressão havia sido feita.
Foi aqui que dois ou três manifestantes pararam para escrever um grafitti: “O 25 de abril passou mas a lei do bastão continua”. O resto da manifestação continuou, exceptuando um pequeno grupo que ficou a garantir a sua segurança e em vão gritou para os da frente para que esperasse e abrandassem. Quando a frase já estava a ser terminada, um grupo de polícias à paisana, presumivelmente agentes do SIS ou da Judiciária, cercou os seus autores e procurou detê-los, sendo por sua vez cercado pelo pequeno grupo que ficara para trás. Uma rápida troca de empurrões permitiu às forças da ordem compreender que não estava a lidar com um bando de miúdos assustados. Os agentes largaram as pessoas que tinham agarrado, sacaram de bastões extensíveis e recuaram em grupo. O fascista nojento da foto acima, a menos de 5 m de mim, falava pelo rádio chamando o corpo de intervenção. O resto da manifestação, que já tinha passado o elevador de Stª Justa, apercebendo-se do que estava a ocorrer nas suas costas, voltou a correr para o cimo da Rua do Carmo. Um very-light foi lançado para o ar. Chegaram duas carrinhas do corpo de intervenção ao cimo da rua e, simultaneamente, uma à parte de baixo, vinda do Rossio. Os respectivos passageiros saíram e carregaram. Nem todos tinham escudo e capacete.
Alguns manifestantes procuraram agrupar-se para travar a carga policial, mas a maior parte encostou-se simplesmente às paredes da Rua ou refugiou-se em lojas.
O chefe do corpo de intervenção gritou aos seus subordinados que parassem após a primeira carga, constatando que não havia uma resistência digna desse nome e que se passava agora ao simples espancamento dos manifestantes. Não teve qualquer sucesso e, constatando-o, juntou-se aos seus homens dedicando-se aquilo que sabe fazer melhor.
Os polícias vindos de cima gritavam aos manifestantes que dispersassem enquanto lhes batiam com os bastões. Os que vinham de baixo gritavam aos manifestantes que fossem para cima, enquanto lhes batiam com os bastões, naturalmente.
As pessoas que caíram no chão foram pontapeadas e levaram bastonadas. As que se encostaram à parede foram também espancadas, a maior parte sem esboçar qualquer resposta. Tod@s os/as que esboçaram alguma resistência foram especialmente atacados, mas conseguíram, na sua maioria, manter a polícia a alguma distância e fugir, pela parte de baixo da Rua, sendo perseguidos até ao Rossio, dispersando em seguida. Doze pessoas foram presas, tendo algumas delas sido agredidas quando já estavam detidas, à boa maneira policial.
A polícia poderia ter prendido toda a manifestação se quisesse. A polícia poderia ter simplesmente dispersado a manifestação se quisesse. A polícia quis, em vez disso, espancar o maior número possível de pessoas, provocar-lhes medo e assegurar que a sua autoridade não voltaria a ser desafiada.
É difícil acreditar que alguém na manifestação tivesse coktail’s molotovs e, perante tão eloquente demonstração do fundamento democrático da autoridade policial, tivesse hesitado em utilizá-los. Teria tido pelo menos a vantagem de manter a polícia à distância o tempo suficiente para o grosso da manifestação fugir. Nesse aspecto, a carga policial deu toda a razão a quem levou para a manif bandeiras com cabos de metal. As mãos nuas não são propriamente as ferramentas indicadas para desafiar a autoridade policial.
Diga-se aliás, que caso a manifestação tivesse demonstrado a intenção firme e a inteligência táctica para resistir, não lhe teria sido difícil fazer a polícia recuar. Organizado como um bando de energúmenos que gostam de bater em pessoas assustadas, sem qualquer organização ou método, o corpo de intervenção não passa de um bando de rufias fardados. Qualquer dia calhar-lhes-à na rifa algo mais do que claques de futebol.
Aos que lamentam os grafitis em prédios novos relembro apenas os milhares de murais e pintadas que enchiam até há poucos anos as paredes e muros da cidade, fazendo-nos pensar que esta nem sempre foi um local bom para viver vidas entediantes e suportar passivamente a violência quotidiana do capitalismo. Esses murais e pintadas eram inequivocamente mais novos e modernos do que qualquer renovação urbana do “coração comercial da cidade”. De resto, a liberdade de transformar permanentemente o espaço urbano que se percorre diariamente é um património bem mais importante do que as fachadas de lojas que a polícia alegadamente procurava defender. Acerca disto não existirá nenhum consenso.
Para terminar. A autoridade, o poder, o monopólio da violência, a propriedade privada, estão tão largamente inscritas nos nossos imaginários que apenas parecemos capazes de nos indignar ou lamentar a violência policial “excessiva”. Relembro a esse propósito que a violência policial em Portugal não tem sido senão excessiva, a não ser, é claro, quando toca a perseguir criminosos com poder. No que toca à extrema-direita as autoridades policiais tratam-na como se não fosse mais do que uma versão um pouco mais radical e para-militar do SEF.
Uma concentração de trabalhadores à porta de uma fábrica encerrada, na Amadora, motivou à poucos meses uma carga policial. Vários jovens dos bairros pobres da periferia são continuamente espancados e perseguidos pela polícia, quando não mortos a tiro pelas costas. Uma casa ocupada foi desalojada há 2 anos pelo GOES, de arma na mão, sem aviso prévio, de madrugada, tendo as pessoas sido levadas directamente das suas camas para celas prisionais.
Abunda a indignação e a condenação, escasseia a resposta que se impõe. Que sentido pode fazer falar do dia da liberdade quando se sente, de forma tão clara, em nosso redor, ao nosso lado, à nossa frente, semelhante dispositivo de violência?
De uma vez por todas, a bófia bate nas pessoas porque tem medo. E tem razão em ter medo. A violência não é boa nem má, a violência é.
7. João – pt.indymedia.org [26.04.2007 às 17:16]
Acho reprovável a acção dos anarco-punks, mas a polícia deve manter a cabeça fria. Devia tê-los identificado ou seguido ou feito qualquer coisa, tudo menos atacar indiscriminadamente tudo o que lhe aparecia à frente!
Pessoas foram espancadas e presas indiscriminadamente e foi posta a circular uma versão dos acontecimentos totalmente falsa que fala de cocktails molotov e arremesso de pedras. As pintadas que os miudos fizeram são desprezáveis quando comparadas com o crime que a polícia cometeu, ao espancar gente indiscriminadamente.
8. MN – pt.indymedia.org [25-04-2007 às 22:51]
Eu estive na manifestação a e confirmo tudo o que o foi dito no artigo acima. Eu estava mesmo na cabeça da manifestação, na rua do Carmo, de repente começa toda a gente a correr para trás. Eu fiquei parado, estupefacto a tentar perceber o que se passava.
Nesse momento mesmo à minha frente surgem dezenas de polícias de internvenção que começam a dirigir-se para os outros manifestantes.
Não houve nenhum incidente em particular que tenha provocado esta repressão, foi um acto premeditado. Eles deixaram a manifestação chegar aquela rua para nos encurralar.
Ainda dizem que vivemos numa democracia ? temos que denunciar esta brutalidade policial.
O significado disto é muito claro: Liberdade de expressão é só para quem não faz uma crítica radical do sistema capitalista em que vivemos. Para os que a fazem a repressão é cruel e sem olhar a meios.
Solidariedade com os presos e feridos !
O povo unido jamais será vencido
9. sócio – pt.indymedia.org [26-04-2007 às 12:08]
Nas notícias a polícia diz que foram os manifestantes a lançar o verylight, o que é mentira. Na parte de cima os polícias à paisana sacaram de bastões e dos distintivos e começaram a bater e a provocar. Foi nitidamente um plano para acabar com a manifestação e assustar toda a gente para não haver outras. Se alguém tiver fotos da polícia a lançar o verylight seria muito importante para desmentir a sua versão.
10. JT – pt.indymedia.org [26-04-2007 às 13:09:25]
Ainda sobre os very lights: dois deles, entre os quais o que caiu no meio das pessoas, vieram de cima e outro veio de baixo.
Eu vi os polícias à paisana a começarem tudo, descarregando sobre pessoas que estavam ali de forma totalmente pacífica.
11. parvoice – rouxinol.blogspot.com [27.04.07 - 4:59]
- Não haviam cocktails mototov. A PSP vai ter que o provar, e acusar legalmente quem foi apanhado com esse material.
- Os very lights vieram do lado das carrinhas da polícia. Um deles quase que atingiu os manifestantes.
- É verdade e é de lamentar que alguns patetas se tenham lembrado de manchar uma vitrine de um banco com tinta, e que tenham pintado paredes.
- É falso que tenham existido roubos e montras partidas.
- É verdade que algumas das bandeiras estavam presas por barras de metal.
- É falso que a polícia tenha sido agredida. Muito menos com pedras.
O último grupo a dispersar foi o que levou a carga. Tudo começou por uma pintada: Um polícia à paisana em vez de deter o sujeito que estava a pintar a parede, decide carregar. Os outros respondem, e ele chama reforços.
Na minha opinião, o que se passou foi que comeram todos, por causa de um. Até a polícia à paisana levou com o varrimento, de tal ordem desproporcional à situação, que tiveram que inventar mentiras para a justificar.
Tudo será apurado em tribunal. Depois veremos quem tem razão.
12. RJA – pt.indymedia.org [26-04-2007 às 11:38]
Não estive nos protestos, mas eu e a minha namorada passámos pela zona e vimos de fora alguma da violência gratuita dos bófias. Já escrevi um email à Amnistia Internacional.
Todos os que participaram na manif, ou que viram a bestialidade policial, que escrevam.
Abraços a tod@s
13. ShaiPaneer – pt.indymedia.org [25-04-2007 às 22:16]
Um companheiro chegou a casa sozinho e caiu na rua sem conseguir respirar e as costas e zona abdominal todas negras com marcas de bastonadas. Encontra-se neste momento no São Francisco Xavier.
14. Tiago – negranebelina.blogspot.com [26.04.07 às 15:01]
Eu estive na manifestação e vi tudo o que se passou, há mais skins na psp do que no pnr. Vergonhoso, ontem até chorei pelas imagens fascistas que vi no dia 25 de abril, tou revoltado…
15. Alexandre – lutaslivres.blogspot.com
Relato que recebi, de uma amiga minha, sobre o desenlace repressivo da manif antifascista de ontem:
Ontem a polícia de intervenção espancou muitos jovens que se manifestavam contra o fascismo.
Ontem vi uma amiga a ser espancada à minha frente e não pude fazer nada.
Ontem, dia da liberdade, fomos agredidos e ameaçados porque lutamos contra as manifestações nazis e fascistas, contra o museu do salazar e porque queremos igualdade para tod@s.
Só consegui tirar duas fotos… depois fui ameaçada de porrada e de ficarem com a minha máquina fotográfica. Refugiei-me numa loja indiana (a que vende lenços no final da rua do Carmo com o rossio) e um polícia ficou a vigiar-me para não tirar fotos enquanto via um fotógrafo a ser espancado e a ser roubado o seu equipamento fotográfico por ter tirado fotos aos jovens a serem espancados.
Depois de um anormal ter lançado o tal verylight a polícia bateu em tod@s que encontrou pelo caminho…sem justificação com uma violência brutal. A manif era de pessoas que estão contra o capitalismo e o fascismo…pessoas pacíficas que lutam pela igualdade e que levaram porrada sem nada terem feito…
Tenho amigos que tiraram fotografias, filmaram, que foram espancados e dois colegas da faculdade que foram detidos e que tiveram de receber tratamento hospitalar devido à porrada que levaram da polícia.
Ontem no dia da liberdade o chiado encheu-se de sangue e não houve um único jornalista que tivesse tido a coragem para denunciar esta violência.
Ontem ficou comprovado que a liberdade de expressão é só para alguns…para aqueles que têm dinheiro para outdoors e museus…
Uma profunda tristeza……..
16. Hax – forumantifascista.pt.vu [25.04.2007 às 19:35]
Epa eu queria simplesmente deixar a minha mensagem de apoio e de nojo do acontecimento de hoje. A atitude da polícia foi de uma brutalidade extrema e o comandante admitiu ser fascista em frente de todos nós. Enquanto que alguns de vocês camaradas estavam a levar com os tacos e as armaduras de robocops deles nos cá mais acima em frente aos armazens do chiado ouvi-mos uma senhora a perguntar po que raio o comandante mandou “entrar a matar”.
Não é que aquele facho de merda responde: “É O QUE VOCÊS MERECEM COMUNAS DE MERDA,´MERECEM É LEVAR NOS CORNOS” ….
Que vergonha.
(…)
A cena que me meteu mais nojo foi que do nada no meio da manif um gajo ke la tava à paisada saca de um bastão e comeca a arriar num gajo que tava mesmo ao meu lado, mais uma beca levava eu. Cabrões apareceram uns 10 pela frente e uns 20 por trás.
A história do comandante foi diante de umas 10 pessoas, eu nao posso confirmar porque nao foi diante de mim mas quem lá estava era anti-fa e ouviu.
Penso que tudo começou por terem feito um tag na parede a dizer a dizer O 25 de abril acabou mas a luta continua ou algo assim. Do anda aparecem uma data de fascistas. Cabrões, muitos deles estiveram ao nosso lado a gritar pelo que acreditamos, e momentos depois viram-se a nós.
17. TCKN – forumantifascista.pt.vu [25.04.2007 às 20:15]
Eu nem vi nada, olho para tras e ja esta o chefe ou sargento (não sei) a calçar as luvas e a pegar num extensivel…
Não fizeram qualquer tipo de cordão policial, entraram logo a matar para cima dos manifestantes, com os ditos extensíveis e ao pontapé. Novos, velhos, mulheres ou homens, não interessa, todos sentiram a repressão policial desmedida e injustificada desta tarde.
Vergonhoso…
(…)
Hax
Confirmo… a policia entrou a bater. Tanto é que a frente parou ao ver os policias a correr e quem estava para trás nem chegou a perceber. Um policia deu-me um murro no peito apenas por eu tar a correr… umas raparigas ao meu lado levaram de um policia. Ao longe eu só vi que os primeiros que foram agarrados , os que seguravam o cartaz tavam cada um a levar de uns 3 ou 4 policias…
18. Red Starist – forumantifascista.pt.vu [25.04.2007 às 22:03]
Divulguem isto pah. É isto que se dá em troca de uma manifestação e umas paredes pintadas? E ainda estou para saber das agressões à policia.
19. Coluna de Ferro – forumantifascista.pt.vu [27.04.2007 às 12:18]
E o pior foi qd esse molho de pessoal que tá (no qual eu estava) tava a ser bombardeado com pontapés e bastonada. Acho uma piada do caralho a estes bófias de merda, passam a vida a filmar e a espiar-nos mas…eu só vejo é imagens de bófias a agredirem pessoal…então as outras agressões das tao faladas agressoes a policias tão onde? Onde está essa panóplia toda de vandalismo e tintas e bla bla bla..? e os cocktails? tão eram assim tao violentos e nao usavam os cocktails?tão mas nao têm imagens os cobardolas de azul? quanto a feridos, houve mto mais do que dois feridos entre os manifestantes q tiveram q ter tratamento hospitalar. e os policias feridos tao onde? e feridos por quem? Não houve policias á paisana q foram agredidos pelos robocops?em todas as imagens diposniveis por meios de comunicaçao ou independentes só se ve a policia a bater, o resto q fala a policia nao se ve em lado nenhum…estranho nao é?
(…)
20. João – esquerda-republicana.blogspot.com
Meus amigos, eu vi os eventos a acontecerem à minha frente e acreditem em mim: a polícia não agiu para proteger os cidadãos. A polícia varreu a rua do carmo à porrada indiscriminadamente e SEM PROVOCAÇÃO. A polícia apanhou turistas e gente que estava às compras pelo caminho e bateu em tudo o que via pela frente. Não vi um único cocktail molotov e o verylight que se viu foi disparado do lado da polícia. Os manifestantes e as pessoas que estavam por ali nem tentaram resistir. Foi um nojo ver gente pacífica, inocente e desarmada a ser agarrada pela polícia e violentamente espancada.
Lembro-me de ter pensado “a bófia vai ter que inventar uma desculpa dos diabos para justificar a sua selvajaria”, e assim foi: foi vê-los a partir câmaras de quem filmava, a tirar os panos das bandeiras para depois lhes chamar “paus e postes de ferro”, a emitirem um comunicado de imprensa que falava em “cocktails molotov”. Mas o que é facto é que nenhum dos inúmeros registos que vieram a público corroba a versão da polícia. Que merda de país injusto. E o que me fode mais é ver gente dita defensora da liberdade que coaduna com a acção da polícia porque alguns dos manifestantes seriam “anarquistas” (como se isso não fosse permitido). As pessoas que se safaram à carga, em cima da rua do carmo ficaram chocadas. A cereja no topo do bolo: quando veio um enfermeiro de uma carrinha do INEM acorrer uma jovem que sangrava perguntou-lhe “foi um manifestante?” “não, foi um polícia” ao que se afastaram deixando-a a protestar.
21. 000000 – forumantifascista.pt.vu [25-04-2007 às 21:41]
É incrível isto ter acontecido. Ainda para mais num dia simbólico como este.
Ghjk, as pessoas não estão bem não.. A mim foi só as pernas mas pelo que vi houve pessoas que não ficaram muito bem.. Varias pessoas levaram bastonadas na cabeça, nos dedos, braços, enfim tudo o q desse para bater eles batiam. Inclusive em turistas e pessoas que estavam simplesmente a passear .. Era tudo a frente
Não sei como e q isto se pode passar, ainda para mais neste dia.
Acho que têm q ser averiguadas responsabilidades e as pessoas que filmaram o q aconteceu e n ficaram com as maquinas destruídas ou apreendidas que ponham os vídeos na net e que mandem para as televisões.
Repressão policial contra os fascistas e não contra os que querem manter viva a chama da liberdade ( mas tb que liberdade e q temos hoje em dia…)
Enfim se e este 25 de Abril que se comemora todos os anos…
22. Miguel Botelho – forumantifascista.pt.vu [26-04-2007 às 19:59]
Eu estive na manifestação contra o fascismo e o capitalismo e aquilo que posso dizer é que a polícia provocou os incidentes.
Desde o começo que a polícia estava atenta aos movimentos. Vi alguém atirar um trapo com tinta ao Banco Espírito Santo. Alguns pingos desse trapo atingiram a boina de um polícia que não gostou. Na Praça Luis de Camões, a polícia pôs agentes do lado direito, de quem vai para o Largo do Calhariz e outros tantos na Rua do Alecrim. Nessa altura, exibiram os bastões. Tinham todos um ar bronco e boçal, que é aquilo que caracteriza a nossa polícia. A seguir, quando o encontro terminou, vi os manfestantes descer a Rua Garrett e alguém escrever um graffitti no Banco Espírito Santo. Dois agentes à paisana agrediram um manifestante que resistiu e pediu por ajuda ao grupo da frente que veío em seu auxílio. Os dois agentes à paisana mostraram um ar desesperado e cobarde, ao fugirem.
Quando os manifestantes protestavam contra os dois agentes, a polícia de choque atacou de forma brutal. Recordo-me de um polícia de choque pequenino que usava o bastão de modo violento. Parecia gostar daquilo que fazia. Esse tinha um ar doente, ressentido e perverso. De igual modo, os outros usaram dos bastões. Tive de me proteger contra a parede. Vi um turista estupefacto com esta cena e o resto das pessoas a tirar retratos com o telemóvel e a filmar com pequenas câmaras de video. Vi os polícias de choque voltarem. Lá estava o pequenino, com o mesmo ar maligno e os outros com aspecto de tronco, boçais, com aquele ar limitado de apenas cumprir com as ordens de serviço.
Hoje pensei nas seguintes questões: “Como pode alguém participar destes elementos violentos que integram o corpo da polícia de choque?”
“Como extinguir este maldito grupo da polícia, tão criminosamente perverso e impossível?”
Por curiosidade, vi algumas mulheres revoltarem-se contra a polícia de um forma corajosa como nunca esperei assistir. Uma delas foi retirada do centro da Rua do Carmo por dois desses “Robocops”. Aquilo que mais me chocou foi a polícia usar o 25 de Abril para mostrar a sua força e revolta-me ainda mais ter visto os membros do governo, actuais representantes destas forças policiais, a usar o cravo vermelho ao peito.
A luta continua.
23. JMV – forumantifascista.pt.vu [25-04-2007 às 21:46]
Vi tudo isto acontecer diante dos meus olhos. Nem queria acreditar. Vi polícias à paisana a sacarem dos bastões e a começarem a agredir manifestantes sem nenhuma razão, tentando assim destabilizar a manif. O que não conseguiram, porque os manifestantes não reagiram violentamente, apenas tentaram acalmar. Mas não valeu de nada, as forças de intervenção já estavam a postos.
Captei alguns momentos e vi muita gente a filmar. Acho que devia haver união destes elementos e mobilização para uma queixa no ministério público.
24. Elsa Oliveira – Jornal de Notícias
Eu não fiz nada e apanhei
25. Mafalda Mendes – Expresso
Estava com as minhas filhas à porta da FNAC, no Chiado, e vi a polícia de choque carregar em força e indiscriminadamente sobre o grupo de manifestantes“, afirmou Mafalda Mendes ao Expresso. Tudo começou por volta das 19 horas quando cerca de 100 manifestantes “com indumentárias pretas e caras tapadas por lenços pretos” passaram “a gritar palavras de ordem contra o fascismo, mas sem qualquer violência“, assegura a mesma fonte.
Segundo esta testemunha, a Rua do Carmo ficou cercada pela polícia de choque. Quem não conseguiu fugir ou esconder-se dentro das lojas acabou por ser detido. “A minha filha, de 21 anos, foi apanhada em plena confusão a meio da Rua do Carmo. Por sorte, quando polícia começou a bater em toda a gente – novos, velhos, rapazes ou raparigas – uma senhora puxou-a a ela e a mais três pessoas para dentro de uma livraria. Uma das raparigas não escapou a tempo e levou uma bastonada na cara. O sangue jorrava-lhe da boca“.
26. Anarquista Duval – forumantifascista.pt.vu [25-04-2007 23:04]
A acrescentar ao artigo do IndyMedia, baseado na “reportagem” do Manuel, não eram só palavras de ordem. Havia sim grafitis a serem feitos, e durante a manifestação (a subida da Praça da Figueira ao Largo Camões) atirou-se sacos de tinta.
Nada que justifique uma carga policial violenta!
Acho que é essa a ideia que tem de passar.
(…)
27. Autonomia – forumantifascista.pt.vu [26.04.2007 às 11:44]
Alguém colocou este comentário no Indymedia e eu saqui-o para aqui -’Eu tenho fotos de vandalos a fazerem graffiti nas paredes, Tentativa de destruição de propriedade privada e desordem pública… Tudo isto ainda antes da intervenção policial.’
Em seguida faço a minha análise, sucinta, ao comentário e a minha apreciação dos acontecimentos de ontem.
Também estou de acordo que a realização deste tipo de acções (vandalos a fazerem graffiti nas paredes, Tentativa de destruição de propriedade privada e desordem pública), a ser verdade, quando se está a realizar uma manifestação com centenas de pessoas, não é a mais indicada. Nunca gostei de ir numa manif e ver pessoas a aproveitar-se do grupo para realizar certas acções sem pedir licença aos outros participantes, sabendo que muitos policias esperam que estas coisas aconteçam para poder malhar nos maifestantes (Já está provado que em muitas manifestações a própria policia se infiltra em grupos mais ‘radicais’ para praticar acções de vandalismo que justifiquem a repressão policial). Nunca percebi porque é que alguns manifestantes esperam sempre por estes dias para fazer estas acções, quando têm todos os dias do ano para fazer as mesmas e assumir as suas ideias e consequêcias a nível individual. Porque será que as pesoas não vão para estas manifestações com as suas crianças, pessoas mais idosas, deficientes fisicos? Porque já sabem que a polícia está mortinha que alguém faça alguma asneira para poder molhar a sopa. Ou duvidam que a polícia não está ai para isso mesmo.
Agora não estou de acordo que a policia haja como agiu porque alguém pintou umas paredes. Esse alguém é que deve ser interpelado e não o grosso dos manifestantes e pessoas que passavam na rua. Por essa lógica de pensamento quase todas as acções de corrupção praticadas por políticos e empressários deveriam ser respondidas com cargas policias, espancamentos, agressões, etc…ia ser o bonito era ver todos os dias pessoal engravatado a levar nas fronhas…Os exemplos de vanadlismo ambiental, empressarial, político, etc, seriam intermináveis. Para mim ver uma manifestação anti-autoritária libertária-anarquista, com quase 1000 pessoas, no centro de Lisboa com um mar de bandeiras negras e vermelhas e negras já é extremamente positivo. Essa massa de pessoas vai causar um grande impacto em quem a vê. A distribuição de manifestos a explicar do que se trata a manif, a fazer propaganda à causa libertária, etc é uma mais valia para a manif e para as ideias. A colagem de cartazes ao longo da manif também é um acto positivo. A elaboração de um manifesto a ser entregue a todo e qualquer orgão de informação (Desde o Indymedia ao Correio da Manhã, passando por jornais, rádios, blogs, etc) é também necessário. Agora pintar paredes com frases que mal se percebem, em locais públicos e privados, sem o minimo de critério, isso não tem nada de libertários mas sim, na minha opinião, de libertinagem, falta de respeito por todas as pessoas que vão na manifestação e não se identificam com essas açcões, e puro vandalismo. Se alguém quiser fazer uma manif em essas acções vão ser praticadas diga logo de início que assim só vai quem quiser. A isto chama-se liberdade de escolha. Na convocatória desta manif e nos cartazes que a publicitavam nada de isso era expresso. A isso eu chamo atitudes irresponsávei e autoritárias. Realizarem acções no seio de um grupo sem o questionarem se ele está de acordo são para mim atitudes presentes em qualquer mente totalitária
Para finalizar há que referir, pelo lado positivo, o grande número de participantes numa manifestação declaradamente anti-autoritária. Esta é a prova que dito movimento está a crescer e a influênciar mais pessoas. Deve-se agora tentar esclarecer todas as situações menos claras que tiveram lugar durante a manif. Deve-se apoiar os jovens que foram agredidos e presos. Deve-se denunciar a atitude e a repressão das ditas ‘forças da ordem’ (ontem foi mais desordem). Deve-se juntar todas as imagens (fotos e videos) que possam provar a violência policial. E acima de tudo deve-se continuar com a luta de organização de um movimento anti-autoritário amplo, diversificado (já que há pessoas, onde eu me incluo, que apessar de se identificarem com alguns ideais libertários, não se consideram anarquistas) e que dê respostas práticas aos problemas que, principalmente a juventude e camadas desfavorecidas da sociedade, têm de enfrentar no seu dia-a-dia.
Esta é aminha opinião, actual, após o que fui lendo e observando desde o dia de ontem. Sei que alguns poderão não estar de acordo com tudo o que disse aqui mas penso que muitos outros estarão.
28. avapxía_ – forumantifascista.pt.vu [27.04.2007 às 9:32]
Sinceramente custa-me ainda comentar os acontecimentos. Estou a escrever com uma mão partida e demais mazelas mas o que doi mesmo é a alma.. Espero ansiosamente pela chegada do dia em que cada um dos animais q nos arreou pague pelo que fez.
Deixo um forte abraço para quem lá esteve e nos apoia/ou, principalmente a alguém em especifico (sabes quem és) por me ter tentado proteger e por isso ter levado um enxerto ainda maior… Um solene obrigado, foste impecavel. Abraço
(…)
29. freedom – forumantifascista.pt.vu [26.04.2007 às 15:20]
do que aí está não vi os manifestantes a partirem montras nem a bater a ninguém.. muito pelo contrario! varias pessoas batiam palmas e olhavam com curiosidade para a marcha! eu que apenas participei na marcha por ser contra o racismo e contra o fascismo e que nao pintei.. nao parti.. nao tentei agredir policia nem pessoa nenhuma ao longo da marcha como e possivel ter arriscado ir preso e levar um espancamento como pessoal levou?! isso nao e justiça e muito menos forma de autoridade alguma agir. mas ja no futebol e a mesma coisa.. entrar a matar e varrer tudo o que se mexe.e triste mas e a realidade
(…)
a policia apenas libertou a sua frustaçao da vida triste que levam.
é pena é eles sairem sempre impunes visto a comunicaçao social apenas mostrar o seu lado
30. Hax – forumantifascista.pt.vu [26.04.2007 às 15:39]
Quero só esclarecer uma coisa.
Foram lançados dois verylights no momento em que a policia estava a correr com cacetetes na mão. Ou seja, a desculpa de que entraram por causa dos verylights é pura mentira. Montras partidas e pilhadas tinha piada que acontecesse. Digo tinha piada porque era ridiculo. So quero acrescentar, que nas paredes em que vi escritas cenas pelos manifestantes, estavam mais uns 10 tags.
Aposto as minhas mãos em como nenhum dos autores desses tags que diziam coisas como “MERDA” foram encurralados, espancados.
Quero realçar o facto de ter visto um pseudo-homem escondido atrás da famosa máscara PSP a sacar de um estensivel metalico e começar a aviar em mulheres com idades compreendidas entre so 20/25. Chamaremos a isto “instaurar a ordem” ? Ou vandalismo gratuito?
A reacção que eu, e o resto de alguns dos manifestantes, tivemos foi começar a gritar fascismo nunca mais… foi então que ao descer a rua levei um murro no peito e um amigo meu levou uma cotovelada. Já lavei a t-shirt na qual fui tocado pelo fascista.
Passo a citir o aparentemente coordenador da violencia “Merecem mesmo é apanhar nos cornos”
para a próxima manif, não se esquecam de levar bandeiras suspensas em palitos para nao levarmos bastonadas.
31. ShaiPaneer – forumantifascista.pt.vu [26.04.2007 às 16:09]
NENHUMA MONTRA FOI PARTIDA… ninguém agrediu a policia… quando se foi a descer a rua vimos a policia na parte de baixo a fazer linha e subimos quando olhamos para cima vimos que nos tinham cercado.. juntamo-nos todos e a policia simplesmente começou a correr na nossa direcção alguns ficaram encostados ah parede (meu caso) a levar bastonadas até conseguir furar e fugir dali… o resto ficou simplesmente no meio a serem ESPANCADOS… paus e ferros? sim claro… era o suporte das bandeiras… se foram usados como defesa? não sei.. não vou dizer que não.. já não vi… vi foi depois as pessoas a correrem e a policia atrás.. e os k foram apanhados foram levando porrada sem resistir pelo caminho…
32. Red Starist – forumantifascista.pt.vu [27.04.2007 às 15:40]
Ninguém me tira da memória o largo sorriso dum dos elementos da polícia enquanto caceteava um manifestante…
33. Setora – escola-da-setora
Talvez por ser velha safei-me de apanhar umas desbragadas bastonadas iguais às que vi serem desvairadamente aplicadas por potentes “action men” nos jovens que neste democrático 25 de Abril desciam a rua do Carmo.
Confesso que, não confiando nem nas minhas pernas nem nos meus braços, me deixei conduzir pelo filho que me acompanhava e me puxou para a parede. Fiquei ali ao pé de uns atarantados mormons ou meninos de deus ou qualquer coisa quejanda que freneticamente desmontavam as banquinhas de propaganda. Também estes foram poupados. Embora jovens, estavam sob a protecção respeitável de uma qualquer divindade.
A náusea que já sentira ao ver a guarda de honra policial montada durante a tarde desse dia ao cartaz xenófobo que enfeita a rotunda do Marquês aumentou significativamente perante o ataque selvagem a que inesperadamente assisti.
Imagino que me dirão que a guarda ao cartaz visa defender a liberdade de expressão. Então porque se retirou o cartaz que os Gatos Fedorentos colocaram? Então porque se impede a tomatada, também linguagem e com vitaminas e sais minerais? Então porque se reprimem brutalmente (pernas e braços partidos, bocas e cabeças sangrando, óculos partidos, narizes magoados) os que manifestam com cartazes e palavras de ordem os seus pontos de vista?
Porque escreveram nas paredes e fica feio? Feiíssimo é o cartaz que as forças da ordem zelosamente protegem. Ficaria bem menos incómodo à minha vista manchado por expressivo sumo de tomate.
Lançaram very-lights? A mim pareceu-me que quem os lançou foram as forças policiais mas os meus conhecimentos de geometria (?) e física (?) são insuficientes para analisar arcos descritos, velocidade… de forma a determinar com segurança o ponto de lançamento. Não vi qualquer cocktail-molotov. Não vi partir qualquer vidro.
Iam de cara tapada? Meia dúzia teria a cara meia tapada mas todos os outros tinham a cara descoberta. Vi bem mais caras tapadas por lencinhos e folhetos na descida da avenida. Eu própria cobri a minha.
E que diziam os cartazes e as palavras de ordem?
Desmascarar a democracia – está bem, sabemos que é apenas o menos mau dos sistemas que conhecemos e que à sua sombra se perpetram acções vis, crimes graves. Para que se mantenha como o menos mau sistema é bom que se vão desmascarando os seus pôdres.
Combater o fascismo, defender a liberdade – pois, também se disse na descida da avenida e é esse mesmo o sentido da celebração.
Racismo é ignorância – também se disse isto e outras palavras de teor idêntico pela avenida fora. Embora o racismo não seja fruto de ignorância. Seria bom que fosse apenas isso mas, como não é de esperar profundas análises políticas num cartaz ou numa palavra de ordem, entende-se como bom nos seus objectivos.
Imagino que o Governo, o Presidente da República os senhores deputados, os senhores magistrados dirão que fazem suas estas palavras de ordem. Até as “forças da ordem” terão inscrito na cartilha definidora dos seus deveres coisas próximas destas.
Enfim, também li lá num canto “combater a autoridade”. Parece que ficou justificado e acertado. E não combateram nada. Estavam absolutamente desarmados diante daqueles “robot cop” que lhes caíram em cima.
Fiquei indignada.
Desde 1974 que no 25 de Abril as pessoas se manifestam na rua e isso é uma coisa boa. Mantém de algum modo viva a ideia da liberdade por oposição à opressão e ao medo. Pretende-se acabar com isso, mandar as pessoas para casa, tolhê-las? Diz-se que as escolas não estão a conseguir explicar aos jovens o 25 de Abril e há instruções para que este conteúdo dos programas receba maior atenção por parte dos professores e depois cai-se em cima dos jovens que vão para a rua celebrar Abril.
Uma série de medidas recentemente tomadas têm o ferrão da castração, visam limitar direitos dos cidadãos – centralização das polícias, poderes acrescidos para a entidade que regula a comunicação a par das pressões sobre jornalistas, o livrinho de etiqueta para os funcionários públicos. Desconfio que outras virão. Em tempos de crise, reprimir fica na ordem do dia.
No dia 26 ou 27 deste Abril, numa escola da Pontinha, os alunos, manifestando-se contra um assalto que resultara no furto de quatrocentos e tal euros da associação de estudantes, vieram para a rua e fecharam a cadeado o portão da escola. Foram reprimidos pela polícia e um dos estudantes levado para a esquadra. O aluno que falava à reportagem do canal televisivo que transmitiu a notícia (sic? tvi?) comunicou indignado que a polícia escolhera para aprisionar um estudante preto, parecendo-lhe ser esta razão colorida a única que motivara a selecção.
Pois, mantenham a guarda ao cartaz. Por algumas razões Sarkozy simpatiza com o Sócrates.
34. Isabel – Público – comentarios a artigo
A manifestação não era composta por elementos de extrema-direita, rastas e afins, como foram descritos de forma completamente “objectiva” pela nossa comunicação social. Nela participaram muitos jovens que estão fartos de ver manifestações fascistas em todas as vertentes da sociedade e que simplesmente faziam parte do grupo…A polícia teve uma reacção completamente desproporcionada e demasiado protectora dos defensores do nazismo… É lamentável assistir à forma como os jornais e tv estão a noticiar o que se passou. Só me fazem acreditar que o fascismo está, de facto, a ganhar terreno… Então só desejo a todos que essa gente ganhe força, ganhe, de facto, o poder e depois quero ver o que se segue… cada um tem o que merece.
35. Diana D. – Público – comentarios a artigo
[...] Já ouvi vários relatos do que se passou, relatos de pessoas que lá estiveram, e de facto fiquei com a ideia de que a polícia entrou a matar, sem disso haver necessidade. Acho simplesmente incrível. Sobretudo sabendo que a polícia (não a de intervenção) acompanhou toda a manif e nunca se dirigiu a ninguém dizendo que não podiam fazer alguma coisa que estivessem a fazer. Pena que tenham proibido as pessoas de tirar fotos e filmar e que tenham apreendido o material de quem o fazia! Aliás, isso só revela que não agiam de uma forma normal…
36. Filipe Alexandre – Público – comentarios a artigo
Bem, cheguei na hora H, saia das galerias do Chiado quando vejo a polícia a carregar à grande sobre o que seria uma manifestação a descer a rua do chiado para o Rossio. Algum pessoal pareceu que se chegou para o lado enquanto que os que ficaram no meio comeram, palavra certinha, comeram porrada grossa da polícia de intervenção ou lá o que era aquilo… Depois vi lá uns putos aos berros, outros meio chocados com o que se passou e a rua cheia de graffitis! Montras? Carros? Por acaso tudo me pareceu mais inteiro do que depois das noites de sábado em que ainda agora não se vê por lá polícia nenhuma! Sinceramente pareceu-me que a polícia teve foi vontade de “aquecer” os bastões! Só a dar um ar de terceiro mundo aqui à terrinha!
37. Joana Vieira – Público – comentarios a artigo
Montras partidas? Não vi. Apenas alguns grafitis. Como já referiram aqui, a polícia serve para manter a ordem, não para para criar desordem, que foi o que fizeram.
38. Vitor Manuel – Público – comentarios a artigo
So por cá se prende uma pessoa que educa uma criança, se passa diplomas ao Domingo, se indulta criminosos, se fala em democracia (ou ditadura de maioria?), se tenta proibir manisfestações, aniversário de Salazar, quer queiram quer não foi chefe de governo deste país, para o bem ou para o mal. Tanta anormalidade so me faz pensar que isto tudo existe para servir os interesses de minorias que se intitulam da classe política mas que só vêm o proprio umbigo. Será que, ja que nos tiram tudo, tambem nos querem tirar o direito de dizer-mos o que pensamos seja de extrema esquerda seja de extrema direita? Mas então para que se fez o 25 de Abril?! para mudar as moscas? So peço para me tirarem deste país, ou tirarem-nos a eles. O problema é que ninhuem os quer e é preciso pagar para que fiquem com eles, como sabem estamos tesos. Resta sempre a solução Pombalina, apesar dos barcos tambem serem caros, mas existe sempre essa solução. Ah, se alguem do sis ler este email, não se preocupe mande um email para mim que eu respondo ok? Sim porque antes era a PIDE agora é mais fino chama-se SIS.
39. JPB – Público – comentarios a artigo
Sem querer nem poder julgar o que não vi, não deixo de estranhar aquilo que sempre se tem passado neste patético Portugal. À extrema-direita tudo é permitido, até mostrar armas na televisão sem que nada aconteça. À extrema-esquerda (ou lá o que dizem ser) a carga policial é sempre à maneira do antigamente. Desproporcionado e com requintes de ódio misturado. A bem da Nação! A bem de Salazar como este povinho tanto gosta e vota! E tudo no dia 25 de Abril que se saiba que a vampiragem anda à solta e de saúde.
40. Mário Alpalhao – Público – comentarios a artigo
Não assisti à manifestação, da qual só agora tomei conhecimento. Mas a avaliar pelos comentários, parece-me que a “versão oficial” se aproxima muito da versão oficial do “arrastão”. Estão lembrados? Se assim for, para quando um jornalismo digno desse nome? Mais uma vez afirmo, que não há diferença entre “jornalista” e “estafeta”. Ambos se limitam a transportar algo, com a diferença, que pragmaticamente para o estafeta apenas se exige o ensino básico. Não poderia exigir-se o mesmo para o “jornalismo”?
41. maria pinheiro – Público – comentarios a artigo
Eu estava sentada na relva que está agora no Largo do Camões e até me pediram sorridentes para me afastar para passar. A única coisa que vi foi a polícia de choque bastante ansiosa por agir, a circundar o largo. Depois vim-me embora e agora esta notícia. Passei pelo largo e ruas até ao Rossio e não existiam montras partidas nem nada. Que loucura é esta?
42. b. g. – Público – comentarios a artigo
A absoluta desporporção entre a carga policial e o desfile ordeiro rumo à António Maria Cardoso, deixa dúvidas sobre se o 25 de Abril já passou, ou ainda está por vir. Basta o Público ouvir alguém que tenha testemunhado o que se passou ontem na baixa. Nenhuma violência da parte dos manifestantes! Um conselho para o Público: a expressão “versão oficial” para legitimar notícias tem muito que se lhe diga. Demonstra-o este caso, as notícias da guerra colonial no Estado Novo, a guerra no Iraque, o Apartheid na África do Sul, a guerra do Vietname, etc. Para quem aproveita estes acontecimentos para tentar nivelar extrema-esquerda e extrema-direita, um recado apenas: a única coisa que os primeiros não toleram são os segundos – justamente por serem intolerantes. De resto, são tolerantes por definição e batem-se pela igualidade de géneros, raças, povos e oportunidades. Só para que não haja confusões!
43. P.Pereira – Público – comentarios a artigo
Só quem não assistiu à carga policial a pode defender. Os Polícias agiram como loucos, batendo indiscriminadamente sobre tudo o que mexia. Para quando uma polícia democrática em Portugal? Nada mudou e continuamos a estar em destaque na lista negra da Amnistia Internacional.
44. Paulo Soares – Público – comentarios a artigo
Por irónico que possa parecer… no mesmo dia 25 de Abril, de manhã, o Presidente da República, na sua intervenção no Parlamento, exortou os jovens a assinalarem o 25 de Abril “com o mesmo espírito inconformista que tornou possível a liberdade”. Haverá algo mais inconformista do que uma manifestação e uma marcha ? Há, certamente. Só que, nesses casos, já se justificaria a carga policial.
45. zeca – Público – comentarios a artigo
Publicozinho, jornal como tu queres ser, não deveria publicar antes de averiguar. O certo é que até agora ainda não apareceu ninguém que estivesse estado presente na manif a confirmar o sucedido, só o contrário. Eu sou só mais uma delas que estive presente mas que não vi nada de montras partidas, nem cocktail-molotov, nem roubos. Polícias feridos também não vi e duvido que a armadura que ostentavam o permitisse. Polícia a carregar, que nem cães raivosos, vi. Repressão à antiga. É muito diffícil ao assistir a tamanha raiva não acreditar na ligação da PSP com a extrema-direita.
46. Paulo Soares – Público – comentarios a artigo
Relembro o art. 44.º da Constituição (que, espero, não estará ainda esquecida pelas forças de autoridade), que determina que “a todos os cidadãos é garantido o direito de se deslocarem (…) em qualquer parte do território nacional”. E o art. 45.º estipula que “os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização”. Onde estamos afinal ? Em Portugal ? Ou vão dizer-me que se trata de normas “não preceptivas”… in claris non fit interpretatio ! Claro que os art. 44.º e 45.º da Constituição são normas que não se limitam a proclamar princípios… claro que é desnecessária uma concretização legislativa (ordinária) do espírito da norma. Claro que tais preceitos encerram normas jurídicas que, directa e imediatamente, conferem, aos cidadãos, um direito subjectivo – o direito a deslocarem-se, marchando, se necessário; o direito de se reunirem pacificamente. Sem que ninguém – autoridade policial ou mesmo o legislador ordinário – possam vir dizer o inverso. Se este triste episódio cair no esquecimento; se não se esclarecer cabalmente de quem foi o excesso do que se cometeu na baixa…. o 25 de Abril deixará, para sempre, de fazer sentido.
47. João – Público – comentarios a artigo
Montras partidas, nem vê-las! Roubos, não houve nem um! Cocktails molotov, nem um ! Nada! Tudo mentiras! E chamar às bandeiras dos manifestantes “armas” só mostra o ridículo em que os oficiais cairam para justificar o seu comportamento de violência indiscriminada. Perguntem aos turistas que levaram porrada da polícia. A polícia que apresente esses tais cocktails molotov e que mostre essas montras partidas. Vivemos num país muito triste quando não se pode confiar nos agentes da autoridade. Estou profundamente magoado e revoltado.
48. Paulo Soares – Público – comentarios a artigo
Mas porventura alguém carecerá de autorização para “marchar” ? Ou um grupo de cidadãos não se pode juntar e “marchar” rumo a certo destino, sem autorização ? Os peregrinos de Fátima, que partem em grupos, carecerão porventura de autorização dos governos civis dos distritos por onde passam para aí “marchar” ? Quem marchou pelos 1700 metros do Túnel do Marquês de Pombal, no mesmo dia, careceu de autorização ? Para se juntar à boca do Túnel e nele entrar ? Ou também para “marchar” lá dentro ? Ninguém levou um telemóvel, uma máquina fotográfica, que possa PROVAR o que realmente se passou ? Parece que andamos a brincar…
49. Marco Montenegro – Público – comentarios a artigo
Nem houve ataques a carros-patrulha, nem a agentes, nem very-lights lançados. Foi tudo ao contrário. A polícia atacou os manifestantes indiscriminadamente, sem razões. A estupidez foi tal que bateram em policias à paisana e turistas italianos que saiam das lojas. À muito que se sabe das ligações de elementos da psp à extrema-direita, que deviam ser investigadas. Por outro lado, os meios de comunicação social só relatam as mentiras da polícia e ignoram a versão dos manifestantes. Pq não procuram ir à procura dos turistas que foram espancados também. E já agora é proibido, por acaso, simbologia anarquista?O anarquismo sempre foi um ideal da classe trabalhadora contra a opressão capitalista e estatal, usar isso como desculpa para espancar os manifestantes só demonstra o que é de facto a PSP, uma autoridade de repressão e não de justiça.
50. João – Público – comentarios a artigo
O Público devia ter cuidado ao apresentar a versão policial “ipsis verbis” principalmente quando quando há suspeitas de abuso policial. Eu estive lá, e vi a polícia a lançar verylights sobre os manifestantes, a carregarem sobre eles de armaduras e cacetetes na mão e a varrerem a rua toda, batendo em toda a gente, incluindo turistas e transeuntes. Não houve montras partidas nenhumas nem roubos nenhuns e o jornal “Público” tinha o dever de constatar isso porque basta passar na rua do carmo para ver que não há estragos nenhuns! O que houve foram polícias raivosos e descontrolados, que em vez de manterem a ordem pública e a paz, decidiram perturbá-la violentamente. Uma vergonha! Há miúdos no hospital de braços partidos pelos cacetetes da polícia de choque. Porque é que o Público não ouve a sua versão dos acontecimentos ?
51. Anónimo – Público – comentarios a artigo
Estive nessa manifestação, não vi ninguem agredir ninguém e a não ser os policias ao manifestantes, não vi ninguem partir montras. Já agora adorava saber os nomes dos policias eu foram ter assistencia ao hospital e as montras partidas, poque devem ser policias e lojas fantasmas. Onde é que ficou o 25 de Abril???
52. Manifestante – Público – comentarios a artigo
Estive presente nesta manifestação e o que diz a comissária é completamente mentira! Como é possível respeitar a autoridade, quando esta mente, distorce os acontecimentos e ainda autoriza uma carga policial contra jovens, crianças e animais, sem um único sinal ou gesto de violência por parte dos manifestantes. Sinto-me triste por cada vez mais reparar que estamos a retornar a um estado autoritário muito próximo do mesmo estado que terminou a 33 anos… Devo louvar por outro lado o Público por ser o único meio de comunicação a ter a coragem de divulgar estes factos. Denota sinal de coragem, pois demonstrar formas diferentes de estar nesta sociedade, torna-se muito incómodo para muitos…. demasiados! 25 de Abril Sempre! infelizmente com sangue derramado pela liberdade, já agora vi pelo menos 14 manifestantes com sangue em várias partes do seu corpo, as barras de metal e madeira eram para sustentar bandeiras e não houve nenhuma organização envolvida, foi uma manifestação de indivíduos a título individual.
53. Joana Vieira – Público – comentarios a artigo
É chocante como as declarações da comissária da PSP vão contra o que todos os que presenciaram esta situação contam, manifestantes ou meros transeuntes. Eu estava presente e vi pessoas de braços no ar a serem agredidas violentamente. Assim como cães. Tudo o que estivesse à frente era alvo da força de intervenção. Se houve quem tivesse realmente praticado algum vandalismo, então deveriam ter sido abordados pacificamente pela polícia, que deveria ter agido em conformidade com a situação, evitando a violência.
54. João – Público – comentarios a artigo
Eu estava presente no carmo como transeunte e presenciei a carga da polícia sobre uma manifestação pacífica. Não houve nenhuma montra partida, não houve qualquer tipo de roubos. Alguns elementos estava a fazer pinturas com spray, o que de nenhuma forma justifica a violência policial brutal e indiscriminada contra turistas, transeuntes, e a manifestação pacífica em geral. Foi uma vergonha e ainda é mais vergonha estarem a distorcer os factos para justificarem a sua brutalidade.
[em actualização]



Bom, eu também tive o desprazer de acreditar que o que aconteceu seria impossível acontecer. Mas aconteceu. E ainda não acabou, não só é ultrajante para qualquer um de nós o que se passou na rua do carmo em pleno 25 de abril, como o é também o que se passa agora com os silêncios dos media, e as imagens por eles passadas para a opinião pública, de que os manifestantes seriam um “bando de anarcas, rastas, negros e delinquentes de extrema-esquerda”, tentando a todo o custo justificar uma acção inaceitável de violência gratuita por parte da polícia. Eu estava no meio da manifestação desde o seu início, na paça da figueira, e também quando esta descia ao pé dos armazéns do chiado. não vi montras partidas. não vi maior delinquência que uns “stencils”. Não vi violência. Isto é, até “aqueles que zelam pela segurança de todos nós” me virem defender dos perigos em que incorria naquele momento e na hora anterior, o perigo dos “rastas, negros e delinquentes de extrema-esquerda, dos anarquistas”. Aí sim, vi violência. Não só vi, como -inacreditável, inconcebível- senti. Senti várias vezes. E mais inacreditável e inconcebível do que ter levado umas bastonadas, é observar agora como se desenha para o público o que ali se passou, dizendo que as intenções da polícia eram dispersar a manifestação. Pois bem, se era isso que queriam não foi bem isso que fizeram, pois enquanto fugia do cordão policial que descia a rua do carmo a “ceifar” manifestantes, transeuntes, turistas, meros “shoppers”, crianças e idosos, reparo que há um outro cordão a subir. Já era tudo inconcebível demais nsta altura, mas mais ficou ainda quando no momento em que eu próprio tento “dispersar”, atravessando o cordão policial de baixo “rumo à liberdade”, quatro/cinco robocops cercam-me e impedem-me de passar com várias bastonadas. Enquanto eu dizia para me largarem, que tudo aquilo era inconcebível, sinto-me arrastado por um polícia que com uma mão me segurava a camisola, com a outra me dava bastonadas, e berrava para eu ir para cima, ir para cima. Pois bem, dispersar era impossível. Uns de cima a bater e a dizer “dispersar”, outros de baixo a bater e a dizer “vai já para cima, cabrão”. Assim não dispersa lá muito bem, não. Não fosse o facto de o meu amigo “sr-polícia-que-me-agarrava-e-me-batia-e-me-berrava-para-eu-ir-para-o-sítio-onde-iria-levar-mais-porrada” não ter mãos a medir com o número de “perigosíssimos delinquentes” que desciam a rua do carmo fugindo desalmadamente (tendo, por isso, que distribuir de forma igualitária e democrática as suas bastonadas, porque afinal de contas o 25 de abril também é o dia da igualdade), e teria levado muito mais. Mas enquanto esse agente “interagia” com mais uns quantos lá consegui escapar. Com umas nódoas negras, pouco mais. Bem diferente de muitos (sim, muitos) amigos e conhecidos meus. A vergonha e o espanto não podem ser só meus. Não podem ser só nossos. Não podem ser só dos que lá estiveram, no “massacre do carmo”. Têm que ser de todos. Esta palavra tem que ser passada, estes abusos denunciados. Porque, já se viu, não são os jornais nem telejornais que vão mostrar o que ali realmente se passou.
Para comentar alguns “factos” que muitos usam como justificação (que mesmo sendo verdade não seria justificação para o comportamento selvagem da policia) para a carga policial.
1. Muitos dos manifestantes tinham a cara tapada: Pois, é por medo natural de represálias e de violência por parte da extrema-direita (aqueles que muitos agora elogiam por se “portarem bem” em manifs (apesar de com simbologia ilegal), é que foram delas….). E é direito por motivos, que cada um saberá, não quererem ser identificados numa manif, essa velha “quem não deve não teme” é uma charlatanice que só funciona nem no “pais das maravilhas” funciona.
2. 3 Cocktails Molotovs: Já alguém os viu?? MENTIRA, não havia nada mas mesmo nada do género… e se a policia apanhou os tais cocktails respondam, porque que é que eles apenas fazem parte do circo da comunicação social e não aparecem em parte alguma das acusações feitas aos detidos? respondo facilmente entretanto.. porque eles são apenas mencionados para a comunicação social para “ajudar” as pessoas a criticar os manifestantes. Onde andam os cocktails? onde? LADO ALGUM.
3. Bastantes paus e ferros: eram os suportes das bandeiras apenas e só, ninguém tinha ali apenas os paus e ferros, eram TODOS suportes… na manif da Av. de liberdade então ‘tava tudo armado… se nesta manif eram mais rústicos é porque os manifestantes fizeram as bandeiras eles mesmo sem apoio de nenhuma força politica.
4. Simbologia anarcolibertaria: sim… é proibida?! Nem deveria ter sido apreendida porque não é ilegal.. só foi apreendida porque…. ah.. ‘tavam nos “ferros e paus”… então em que ficamos??
5. Agressões a transeuntes durante a manif: Mais uma coisa que ninguém viu, ninguém sabe.. e já que a policia diz que a viu por não a impediu? porque não houve nada para impedir.. não houve qualquer agressão às pessoas.. o mesmo já não se pode dizer de transeuntes “azarados” na Rua do Carmo que “comeram” tal como os manifestantes.
6. Agressões partiram dos manifestantes: O grupo quando encurralado juntou-se todo ao meio.. e a policia simplesmente começou a correr de bastão em riste… se a primeira agressão foi dos manifestantes, só se foi alguma cabeçada num bastão…
7. Montras partidas e caixotes virados: Mais uma coisa que ninguém viu.. ONDE ESTÃO ESSAS MONTRAS PARTIDAS AFINAL?!?!?!
8. Ordem de dispersão: Não houve nenhuma… se calhar não se ouviu por causa do barulho dos bastões nas cabeças das pessoas… é a única hipótese que agora ‘tou a ver…
ouvi coisas como “filhos da puta” “vamos vos foder todos” “carreguem nesses cabrões”…
Eu fui manifestar-me pacificamente e se calhar os slogans da manif não são habituais por cá por serem actuais e directos, mas muitas das pessoas por quem se passou aplaudiam e algumas mesmo se juntaram à manifestação, de todas as idades, sexos e raças..
Isto talvez fez com que a policia tivesse todo este trabalho nos meios de comunicação e com a carga que fizeram.. é que a manif correu bem e foi bem recebida e isto não lhes agradou.. sorrisos só foram vistos durante o espancamento..
É óbvio que o arrastão anti-fascista é uma inventona!
O que aconteceu realmente foi que a PSP, farta de assistir às aborrecidas celebrações do 25 de Abril, resolveu fazer uma carga policial violenta para levantar a moral, apanhando pelo meio uma inofensiva excursão turística do “Movimento Cívico Não Apaguem o Molotov!”. Ao mesmo tempo, barras de ferro, de madeira, very lights e cocktails molotov caíram milagrosamente do céu, incriminando os jovens inocentes.
Antes que esta nova crise de pânico passe ao arquivo morto, é necessário inscrevê-la na história da manipulação de massas em Portugal.
Eu estive na manif do início na Praça da Figueira até ao fim, no Camões. Tudo correu normalmente, gritaram-se slogans, o costume. Nada vi de mal, além de uns dois dispensáveis graffitis.
Mas ficam três questões pertinentes;
1- Já reparam que se não fosse a violência os jornais nada diziam da manif? Sem falar da ausência de fotos do 25 de Abril nas capas. Aliás, saiu uma horrivel no Público.
Estranho, não?
2- A agente da policia afirmou não haver autorização. Mas então porque deixou sair?
E escoltada, como deve ser, pela mesma policia?
Estranho, não?
3- E não está a policia preparada para isolar um pequeno grupo sem que pareça que o Chiado está a arder? E nem uma ordem é dada antes do ataque?
Estranho, não?
35 anos, jornalista.
O relato da Sub-Camarada Campos é o mais completo e brilhante que li ou ouvi até agora. Vamos publicá-lo no livratemundo.blogspot.com e fazer uma linkagem pró cravadonocarmo que diga-se está excelente, é a resposta necessária à corrente de desinformação difundida após a carga. Também reparei que o pt.indymedia.org foi abaixo nos últimos dias e não deve ter sido por acaso.
Para acabar voltemos ao príncipio, à convocatória da manifestação que se afirmou “contra o fascismo e o capitalismo”: em nosso ver esta frase de ordem é uma falha ideológica grave porque dissocia fascismo do capitalismo, quando, se fizermos uma análise histórica, o fascismo sempre surge como forma ultra extremista de capitalismo (que só por si já é extremo) quando este entra em crise e suscita a revolta das massas: aí surge o fascismo com o objectivo de baralhar, de canalizar a revolta legítima do povo não contra o sistema capitalista mas contra o vizinho do lado(o árabe, o judeu, o cigano, o comunista, o anarquista, o homossexual etc etc etc).
Não é por acaso que os nossos “democratas” têm sido tão tolerantes com os fascistas do PNR, é comum entre comentadores oficiais dizer-se que temos de combater os fascistas com argumentos e não com outras medidas (previstas na constituição): para eles é fácil, não só porque os fascistas dão jeito a esta gente (fazendo o trabalho sujo que eles, para não estragarem a maquilhagem, não têm coragem de assumir) mas também porque nunca serão eles a pagar a factura da luta anti fascista. Por outro lado, afirmam que fascistas terem hipótese legal de expressão é uma vitória da democracia sobre o fascismo, ideia esta incrivelmente útil e eficaz para legitimar o nosso sistema democrático de fachada, mas vilmente capitalista na essência e bárbaro nas práticas.
Quando resolvi publicar o post “25 de Abril…ás vezes!!! Fascismo nunca mais”, foi uma forma de registar o meu relato do que vi naquela tarde. De forma a que não se podesse depois dizer que não aconteceu, enviei o relato também ao director do jornal diário “Público”. Assim não pode dizer que desconhece os factos.
Acrescento ainda que a generalidade dos relatos que já li, são tão coincidentes e dispares em relação às versões oficiais que só por casmurrice pode alguem dizer que não sabe a verdade.
O tempo em que só o que passa na TV ou se lê nos jornais é verdade já acabou.
Até uma criança de 10 anos já sabe que não se pode acreditar em tudo o que se vê na TV.
Volto a afirmar – continuem a mentir e acabam com a Democracia.
Penso que os relatos de pessoas diversas que testemunham acima já configura elementos de prova ou indícios, suficientes para haver uma acusação. Não apenas deviam constituir-se como queixosos os manifestantes que foram vítimas directas como todas as pessoas que se manifestaram, assim como pessoas que assistiam e tiveram simpatia pelos manifestantes.
Portanto, devemos estar disponíveis para ajudar (incluindo financeiramente) a apresentar queixa crime contra as entidades directamente responsáveis, pois elas em vez de garantirem a segurança dos cidadãos, puseram em risco a sua integridade física e mesmo a sua vida, além de terem negado -de forma óbvia- uma série de direitos e garantias fundamentais, que são liberdades colectivas (direito de manifestação, NÃO CARECE DE autorização prévia). Depois com uma campanha de calúnias vieram para a imprensa apresentar, como se eles tivessem povas, factos completamente fantasistas e inclusive apresentando uma interpretação inconstitucional do direito a manifestar-se!
Segundo a legalidade vigente, mesmo que os requesitos formais da lei não tenham sido cumpridos, isso não é atenuante para a actuação planificada da polícia: não pode actuar a polícia de modo desproporcionado, nem deve a sua actuação ter efeitos desestabilizadores.
Parece que a polícia está a tentar provocar a ira de algumas pessoas com menos sangue-frio, para eles caírem na tentação de responderem à violência com violência, para assim «justificar» todos os actos arbitrários que ela entender.
Além disso, tem sido norma da polícia efectuar uma protecção de «pacíficas manifestações» racistas, fascistas e xenófobas, de um partido legal, que é explicitamente contra a constituição de república…
Se apropaganda fascista é ilegal, se é proíbido organizações que propõem actos violentos, racistas e xenófobos, então o PNR não devia mais existir ou então estar legalmente dissolvido. Em torno do PNR gravitam e sustentam-no uma série de moviementos violentos de neo-fascistas e neo-nazis.
Este simples facto -que ninguém põe em causa, pois existem bastantes provas factuais- é sistematicamente omitido!
A responsabilidade política dos superiores hierárquicos (ministro do interior e primeiro-ministro) também pode e deve ser questionada. A sua «cobertura» da acção polícial, dizendo que iriam «fazer um inquérito» mas que «de qualquer maneira achavam que a polícia tinha agido em toda a legalidade» (mais ou menos as palavras textuais de José Magalhães)mostra duas coisas:
- O governo não sabe como combater ou não quer combater a penetração de organizações de extrema-direita ou de seus simpatizantes nas polícias e outros corpos repressivos do estado.
- O governo quer fazer passar a ideia de que reprimem «tanto a extrema-esquerda como a extrema-direita», sem olhar a rótulos ideológicos, sempre que a «ordem pública» for perturbada.
Só que isso… é uma enorme falácia, pois se alguém perturbou gravemente a ordem foi, neste caso, a própria polícia.
O que está a ser feito em relação à queixa? Vão publicar um NIB de uma conta para pagar a uma advogada?
Ontem, várias centenas de manifestantes concentraram-se na Praça da Figueira pelas 18 horas para protestar contra o fascismo, que continua activo nas ruas de Lisboa.
A manifestação percorreu várias ruas da capital em clima de grande entusiamo antifascista, gritando os manifestantes palavras de ordem contra o fascismo e os esbirros estatais.
A manifestação decorreu normalmente até ao Camões onde foram sempre acompanhados por corpo policial despropocionado e armados até aos dentes.
Um grupo de manifestantes desceu depois a Rua Garrett e a Rua do Carmo onde foram encurralados pela policia de choque por trás e por a frente e foram barbaramente agredidos pelos os cacetetes policiais.
Alguns manifestantes foram arrastados e reprimidos e metidos dentro das carrinhas.
Foram ouvidos vários disparos que só podem ser da polícia, única que se encontrava armada.
alguns manifestantes tentaram defender-se dos bastões utilizando as bandeiras que transportavam correndo para dentro das lojas que se encontravam abertas.
Ao fundo do Rua do Carmo a polícia fez um cordão para impedir a passagem dos manifestantes que conseguiram fugir da carga policial e que queriam a libertação dos companheiros presos dentro das carrinhas.
Uma autêntica vergonha o que aconteceu no Rossio policia atrás de manifestantes e prendeu pelo menos dois manifestantes.
Não se sabe ao certo se pessoas que passeavam na Rua do Carmo foram agredidas pela policia, já que individuos robotizados são mandados para carregar sobre pessoas que se manifestavam contra o fascismo no dia 25 de ABRIL, são babaramente reprimidos.
A máscara socratista caiu o fascismo democrático saíu a rua… resta saber quando irá acabar.
COMO A VOSSA DEMOCRACIA CHEIRA A FASCISMO!!!
FORA COM OS SOCIAIS FASCISTAS DO PS!!!
Também vi. Fiquei indignada e comentei no meu blog, post má memória
Como diz um provérbio Árabe:
“Não te justifiques.
Os amigos não precisam,
E os inimigos não acreditam.”
Amigos, companheiros e camaradas!
Estive no desfile na Avenida da Liberdade.
A tensão que se sentiu quando o cartaz do PNR foi bombardeado de tomates, fazia prever represálias.
Vale a pena referir que a PSP, estava no Marques a fazer guarda de honra a um cartaz, fascista, xenofobo e anti constitucional!
É preciso não deixar esquecer os episódios da Rua do Carmo!
É essencial agrupar o pessoal que se manifestou nesse dia e criar um colectivo de resistencia!
Organize-se uma vigilia na Rua do carmo dia 25 de Maio às 19h00, para não deixar esquecer o que se passou.
Vamos lá ver se o SIS a PJ e a PSP comparecem!!!!
Saudações Revolucionárias
Maximino Romão Ramos
Caro Manuel Baptista apenas focar dois pontos: liberdade de manifestação, num estado de direito e democrático, teria sempre que ser autorizado, trajecto esse descendente que não o estava, logo já estariam era a retirar o direito de normal circulação aos restantes cidadãos, rapariga de braço partido…apenas se ouviu falar, com direito a assistência médica:dois da parte dos manifestantes, cinco por parte das forças policiais. mais um afinal: propriedades privadas vandalizadas, como aliás ainda hoje é bem visível pelas ruas do carmo e garrett, palavras de ordem contra a polícia, e será que os mesmos que as escreveram nada mais fizeram????!!!
Paulo:
1-No estado português desde 25 de Abril de 74 que não é necessária autorização para manifestações. Mesmo que fosse, a pena nunca seria o espancamento indiscriminado e gratuito.
2- Quem tirou o direito normal de circulação aos cidadãos foi a polícia, ao selar a rua do carmo à passagem.
3-Os prejuízos materiais causados pelos manifestantes são insignificantes (quanto custa limpar um grafiti ? ) quando comparados com os prejuízos causados pela polícia : apanhei óculos partidos, telemóveis destruídos, fora as câmaras que destruiram.
4 – 2 manifestantes feridos : quem esteve lá e viu a armadura pesada dos polícias e a forma como carregou sabe que foram mais as pessoas a ficarem feridas. E muitas não eram manifestantes. Simplesmente a carrinha do inem recusava-se a tratar pessoas a sangrar da boca mas se um polícia abriu o pulso de tanto malhar com o cacetete já fica registado como “lesão no cumprimento do dever”
5- Propriedades privadas vandalizadas: estás a falar das câmaras, óculos, telemóveis destruídas pela polícia ou de uns desenhos de tinta feitos em meia dúzia de paredes ?
6- “e será que os mesmos que as escreveram nada mais fizeram????!!!” – uma rua inteira foi cercada e varrida à porrada, transeuntes e turistas levaram porrada, gente foi parar ao hospital, centenas de contos foram destruídos pelos cacetetes da polícia por causa de uma “suposição” ou melhor “especulação” de que quem escreveu umas coisas numas paredes pode ter feito algo pior?
Finalmente, quem conhece a zona sabe que pintadas em parede são o pão nosso de cada dia lá, muitas vezes aos olhos coniventes da polícia, por isso não me venham cá falar na “polícia responder a vandalismo”.
Passaram alguns dias após este encontro amistoso com a polícia democrática, e a verdade virá ao de cima (mas não interessa que chegue mesmo lá acima, porque cheira um bocadinho de nada mal!) quero somente deixar algumas questões no ar:
- Será que alguém sabe que a polícia por natureza, atrai pessoas que gostam de autoriedade, de armas e estão preparados e treinados para reagirem de forma VIOLENTA? Haverá algum paralelismo entre isto e os queridos
nacional-socialistas?
- Será que não são feitos testes psicológicos aos candidatos a polícias, qualquer pessoa que o queira ser, pode? (já sei que existem testes, mas duvido que sejam feitos para pessoas com grandes interesses íntelectuais, ou que lhes faça impressão ver sangue, será que estes polícias viram uma tão grande ameça e sacaram do seu magno intelecto para salvar a situação? e sem sangue, porque lhes faz impressão, sim senhor!)
- Como podem as pessoas que vivem neste país (e noutros!) sentir-se seguras? ou saudáveis? ou livres? ou qualquer coisa positiva? ou o que apregoam os nossos insignes ‘representantes’? Mas posso beber alcool com os meus anti-depressivos, certo?
- Passados alguns dias os “meios de comunicação social” já não debatem o assunto, que assunto? Que media são os que temos? Precisamos deles assim?
- Vivemos num país da europa dos valores de respeito, liberdade, igualdade blá blá , temos uma constituição progressista, blá blá e na prática quando pomos estes valores em prática dão-nos com o casse-tête, porque é mais prático?
- Depois do que se passou (já passou?) poderemos ter confiança nas forças da desordem & insegurança, naqueles que as comandam, naqueles que nos ‘governam’, nos valores oficiais, artificiais?
- Se houvesse hoje uma marcha de protesto no mesmo local, iriam estar presentes os 25 anarquistas e mais 2 comunas e 5 esquerdistas, mais ou menos?
É isso e vivermos em democracia, serem enviadas para o Iraque forças de paz, e o capitalismo ser justo, e deus julgará os narcotraficantes aquando do julgamento final! E um quilinho de 1984 light, sem açucar p.f.!
Poupem-me os sentidos, vou ali ao centro comercial fazer umas compras, beber um copo, ver o último episodio da novela “Lágrimas de sangue”, ah e vou de carro, e sim, já volto!
25 de Abril, dia de resistência contra o autoritarismo, o fascismo e o capitalismo.
Devido à demonstração de força da polícia realizada no passado 25 de Abril, podemos concluir que aquele dia, para além de representar o fim de 48 anos de ditadura fascista, hoje simboliza a resistência contra o autoritarismo, o fascismo e o capitalismo.
A manifestação anti-capitalista foi expontânea e reuniu mais apoiantes do que a manifestação do PNR, no dia 1 de Maio, autorizada pelo governo civil e publicitada na primeira página do semanário «Expresso», ou «Sol».
A iniciativa foi uma réplica positiva às provocações desprezíveis promovidas pela RTP de eleger Salazar como maior figura histórica; a ideia de construir um museu Salazar em Santa Comba Dão; a afixação do cartaz názi no Marquês de Pombal; como também da tentativa de realização de um congresso de partidos de extrema-direita em Lisboa.
Sobre os acontecimentos do último 25 de Abril, a comunicação social fugiu à verdade. Os pseudo-jornalistas da RTP, SIC e TVI, colaboraram com os julgamentos da polícia e criaram alguns estereótipos para descrever os manifestantes detidos. Desde agressores a portadores de «cocktails molotov», as informações foram dadas a uma opinião pública adormecida com as notícias da doença do Eusébio e o jogo do Benfica-Sporting. Até os palhaços pobres do programa «gato fedorento» ajudaram com o seu sketch medíocre. Alguém viu os «gato fedorento» gozar com os membros do corpo de intervenção? Esses, sim, merecedores de várias rábulas sobre o seu carácter bronco, estúpido e violento. No entanto, foram vários os jovens que aplaudiram o sketch do programa e aceitaram todos os estereótipos criados pela figura entrevistada.
Através das fotografias, videos e relatos, sabemos a verdade. Ao que parece, o ministro da Administração Interna, com responsabilidade sobre a polícia anti-motim, será o próximo candidato pelo seu partido às eleições da Câmara Municipal de Lisboa. Será uma boa altura para mostrar a nossa indignação e perguntar se alguma coisa foi feita sobre os incidentes passados na Rua do Carmo.
1- estas errado!!é necessário autorização para se fazer uma manif numa via pública!informa-te!!
2-A polícia tem autoridade para retirar o direito de livre circulação se justificada!!informa-te!!
3-Não deves saber o preço de limpeza de fachadas de certeza!!informa-te!!
4-Deram entrada no H. sao josé, que a saber é o unico da zona com urgências…5 elementos policiais e um manifestante!!informa-te!!
5-os manifestantes estavam lá por opcção propria…certo,houve pessoas que levaram por tabela mas de certeza que nao é dificil de perceber que escolher la no meio quem era e nao era é dificil!!
já os proprietários dos imoveis vandalizados nada tinham com a manifestaçao e em termos monetarios de certeza que foram os mais prejudicados!!
6-a policia tentou deter os manifestantes que estavam a pintar as paredes…foram impedidos de fazer a detençao pelos restantes manifestantes….estes que se auto proclamam de pacificos!!porque interviram com o trabalho da policia??!!afinal quem acabou por desencadiar a acção policial foram mesmo os manifestantes!!
7-e para acabar…pouca gente conhece a zona melhor que eu…ja agora da la um saltinho a rua do carmo e ve mais umas paredes pintadas..(todas)com dizeres ao que se passou naquele dia!!repara no primeiro predio lado esquerdo da rua garrett,e veras um edificio pintado de fresco grafitado com essas mesmas palavras….que belo que fica, porcos que gostam de morar em guettos de certeza, que urinam a porta de casa, que habitam em bairros sociais, que de certeza gostam de morar no meio da merda!!!! e se alguem lhes grafitasse o carro??!!adorariam de certeza!!
ps:aos olhos coniventes da policia de certeza que nao!!
Ao Paulo:
A repetição da expressão «informa-te» revela falta de imaginação.
Até ao ponto 6 ainda existe uma oposição aos relatos aqui descritos. Aliás, devo-lhe agradecer o seu raciocínio, porque quem o ler, vai perceber que está errado.
A partir do ponto 7 entra em queda livre, devido ao uso das expressões como «porcos que gostam de morar em guettos» e «urinam a porta de casa.» Esta atrapalhação no final revela que o senhor, para além de um mau pensador, é um ser verdadeiramente digno de dó.
A expressao informa-te revela apenas que sei mais do que certos entendidos na materia que aqui escrevem!! conheço bem o outro lado da historia e nem por isso deixo d ser humano..
nao é com certeza atrapalhação…é mais uma raiva de tudo o que se diz nesta pagina!!
defende-se o anarquismo, sem se saber sequer o que é nem o que representa!
Defende-se montes de merda literalmente que é o que muitos sao, que nao sabem viver em sociedade, que a vida limita-se a ver desfocada por uma droga qualquer!
Dó tenho eu de muitos deles, que nao teem esperança na vida que se arrastam destruindo tudo a sua volta…
Não posso deixar passar ao lado uma possibilidade de diversão, que posso eu fazer?
Sim, sr. o Paulo sabe bem o que é o anarquismo, que bom, porque na realidade a definição é uma coisa teórica, como será o anarquismo na prática? Pratica desporto como pratica o anarquismo?
Vamos lá ver se eu fosse anarquista deveria pensar no preço que custa limpar a fachada de um prédio, e se não fosse também deveria pensar, e se não fosse anarquista o que seria? Uma ideia era por em cada parede um aviso: Cuidado! limpar esta parede de rabiscos custa 300€!
Tenha piedade com tanta injustiça no mundo e vem falar de quanto custa limpar uma fachada, e a fome, e a obrigação de trabalhar, e as mudanças climáticas, e milhares de vidas perdidas em guerras sem sentido, e a liberdade para falar de tudo isso?
Sim, realmente uns riscos de spray são um problema gravíssimo, os políticos têm de agir quanto antes, espera são os mesmos políticos que acumulam funções, tachos, vencimentos, e depois vêm falar de justiça social! Os políticos que falam de mudanças, e viajam em aviões e carros de alta cilindrada, que falam de ajuda aos carenciados e fazem lavagem de dinheiro e recebem dinheiro do tráfico de drogas e cobram impostos sobre outras, que falam de reformas e que depois passam o tempo sentados a discutir inutilidades?
Sim, senhor a sua ideia de anarquismo é muito boa, deve ser incutido nos jovens o respeito pela polícia e a limpeza de tags e grafs e afins é um problema dramático neste mundo, que mundo? Que mundo tão pequeno o seu! Que pena!
O sr. Paulo é claramente um provocador.
Logo, não vou dispender com o senhor. De qualquer forma, já fez grande do trabalho que eu teria, tentando mostrar o quão asininas são as suas opiniões. Felizmente o sr. faz isso por nós na totalidade dos pontos que refere. Para além do último, que mostra apenas um ódio contra um determinado grupo.
O sr. Paulo é bófia ou apenas cretino?
E já agora, evite as exclamativas. Lá por gritar não consegue convencer mais, pelo contrário.
Passar muito mal, caro senhor.
isto é so pensadores!!
ah!!e nao sou cretino!
O Sr Paulo é claramente um polícia: nota-se a tentativa de mostrar que percebe de lei quando o seu entendimento da base cívica sobre que esta assenta é débil.
Para que fique explicado, em poucas palavras:
1 – A polícia, ao fechar a rua e as lojas numa tarde de compras, causou prejuízos aos lojistas várias vezes superiores que a limpeza de uma parede.
2 – A polícia destruiu telemóveis, câmaras de filmar, óculos no valor de centenas de contos com a sua carga.
3 – A polícia é que interrompeu a ordem pública. Enquanto passou a manifestação, os turistas e transeuntes passeavam livremente.
É pena que lhe tenha que falar na linguagem da propriedade e do dinheiro para que você me entenda. Se o Sr. tivesse outro entendimento das coisas, falar-lhe-ia de como é bárbaro atacar gente desarmada com 4 carrinhas cheias de matulões de armadura; de como a raiva e o gosto pela violência deviam ser desencorajados nas forças policiais, de como é triste no dia da liberdade se espancarem dezenas de pessoas por estarem a manifestar-se.
Quanto aos “informa-te!”, o Sr. Paulo está a reproduzir “ipsis verbis” o comunicado da polícia. Os testemunhos reunidos neste site não são de pessoas que se “informaram”, mas de pessoas que estavam lá, que sentiram na pele a violência policial.
Por fim:
A polícia de um estado democrático serve para proteger os cidadãos. Que cidadãos é que a polícia protegeu ?
- Os transeuntes que levaram bordoadas dos bastões da polícia ?
- Os lojistas, que tiveram que fechar as lojas mais cedo e perder milhares de euros em negócios?
- Os manifestantes, que ficaram com braços partidos?
- A propriedade privada? As câmaras, óculos, telemóveis destruídas pelos bastões da polícia ?
Pense nisso, Sr. Polícia Paulo. Se um homem se honra pelo seu dever, e se o dever da polícia é proteger os cidadãos, que honra têm os polícias que os espancaram? Pense nisso, e , se possível, tenha vergonha pelos seus colegas.
opah voces nao sao nada espertos!mas e giro ler o que escrevem! continuem por favor!
este sitio começa ter muita censura…e nao é esta mesmo que tentam combater??!!nao se percebe
não estive na manifestação. tive conhecimento do sucedido pela comunicação social, nessa altura repugnou-me a actuação da nossa policia, que serve para nos proteger.
Teve agora conhecimento deste site, vi os vídeos/fotografias e li os relatos.
Cada pessoa relata aquilo que presenciou e sentiu. Eu não me encontrava no local como ja referi, não presenciei nem senti nada ,mas li os relatos com olhos de ver, e comecei a juntar estratos de relatos das várias pessoas, aqueles que me pareceram verídicos, pelo simples facto de serem os mais mencionados pelos vários relatores, e cheguei à conclusão que a carga é legitima e proporcional.
Pelo que percebi tudo começou, com a intervenção dos policias que se encontravam à paisana que ao presenciarem um crime (danificação da propriedade alheia com os graffites) resolveram (e muito bem) intervir.
Quando interceptaram os meninos, que por acaso se encontravam segundo dizem com capuz enviados, caras tapadas, todos vestidos de preto etc…(agora é fácil adivinhar qual a razão de essa vestimenta, talvez dificultar o reconhecimento), foram agredidos por um grupo de manifestantes que tentaram por esse meio impedir que os amigos fossem detidos.
perante as agressões os policias, é claro que tiveram pedir reforços, e utilizar os supostos cassetetes. quem não o faria!
E também referido que esses policias, por serem cobardes largaram os indivíduos interceptados e empunharam os ditos cassetetes, distribuindo porrada enquanto fugiam, torno a realçar novamente quem não o faria! (cobardes? Não, heróis porque apesar do ambiente adverso agiram).
Meus senhores será que enquanto a policia de choque não interviu para retirar os colegas do meio da manifestação?
E enquanto a policia de choque não chegou! quanta porrada esses policias não levaram?
Sou a favor da liberdade, mas a liberdade de uns termina quando põe a liberdade de outros em causa.
deixo esta sugestão, leiam os relatos, retirem as partes que acham verídicas, montei o puzzle e tirem conclusões, não se esquecendo que as pessoas tiveram intervenções diferentes, pelo que os relatos são diferentes, umas relatam o principio outras o meio e outras relatam o fim.
Nos vídeos visionados, quando a policia de choque formou a linha e começou a carga, vêm-se pessoas a passar por eles pela lateral, e a encostarem-se a parede, passando os policias se detribuir porrada. Sera que as pessoas que realmente nada tinham ou nada fizeram para o merecer levaram porrada?. A ideia com que fico é que quem quis ficar fora da situação, retirando-se sem enfrentar e provocar os policias conseguiu.
Se realmente defendem a liberdade e direito de expressão espero que este meu comentário seja aceite.
Defendo a liberdade como já mencionei, mas regida por normas, os direitos das pessoas devem ser protegidos.
pelos vistos a liberdade de expressão e de pensamento é só na teoria, é o que verifico se o meu comentário não for aceite e possivel ser visionado
Patrícia Garcia, nick para um gajo, provavelmente do PNR que vem para aqui provocar.
Os teus argumentos não pegam. Mas foi uma boa tentativa… não sabia que os provocadores precisavam de assumir identidades femininas para se conseguirem afirmar na rede. Fixe.
O PNR pelo feminismo. Lol