Alguns factos tal como nós os presenciámos. Tão objectivos quanto possível.

  • A manifestação não estava legalizada.


  • A cobertura mediática transmite a sensação de que a manifestação era composta exclusivamente por um grupo de extrema-esquerda.
  • Existia uma minoria anarquista e com uma postura de combate político declaradamente violenta.
  • Esta minoria era composta por cerca de 25 de indivíduos inseridos numa manifestação que compreendia facilmente 200 pessoas. Isto no momento em que se deu a acção policial pois o número seria superior ao dobro aquando da concentração na Praça da Figueira.
  • Vários grupos sociais e faixas etárias estavam representados na marcha. De adolescentes a adultos. De estudantes do ensino secundário a professores do ensino secundário.
  • Disto existem provas.


  • A manifestação foi acusada de actos de vandalismo e violência. Existiu a utilização de latas e balões de tinta deteriorando determinados estabelecimentos.
  • A polícia refere 27 barras de ferro, 21 barras de madeira, disparos de very-lights, três cocktails molotov, montras partidas, agressões a transeuntes e chega mesmo a utilizar a expressão “rasto crescente de destruição”.
  • 48 “barras” é uma número extremamente inverosímil para quem lá tenha estado.
  • Foi disparado um very-light. De um ponto distante à manifestação e na direcção desta.
  • Onde estão os cocktails molotov? Onde está a montra partida??
  • Onde estão os relatos desses transeuntes agredidos? De que destruição falam??
  • Disto NÃO existem provas…


  • A acção policial desencadeou-se sem qualquer tipo de aviso. Não houve nenhuma tentativa de dispersar a manifestação por parte das forças presentes no local.
  • Transeuntes sem qualquer tipo de relação com a manifestação, para além do espaço físico em que se encontravam, foram apanhados na vaga de agressões.
  • Disto existem provas.


  • Os 11 indivíduos foram detidos pelas 20h de dia 25 de Abril. Até dezassete horas mais tarde, por volta das 13h do dia seguinte, o único alimento que lhes garantiram foi pão e leite pelo pequeno-almoço.


  • A 28 de Abril, “desapareceu” o site http://pt.indymedia.org, fonte de informação independente onde estava reunida a maior parte da informação disponível na web.
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18 Respostas to “Factos”

  1. Manifestante said

    ‘Existia uma minoria anarquista e com uma postura de combate político declaradamente violenta’

    – pelo que pude ver grande parte da manifestação inicial (cerca de meio milhar – 500 – pessoas) identificafam-se com ideias anarquistas-libertárias. Havia sim um pequeno grupo de manifestantes ‘mais radicais’ que fez essas pintadas e atirou tinta. A Manif correu bem. Não era antiglobalização como alguns jornais dizem. Estava bem à vista nos cartaz da convocatória (anti-autoritária – Contra o fascismo e o capitalismo). Um segundo grupo com 1/5 ou 1/4 da manifestação inicia é que desceu à Rua do carmo onde se deu o ataque policial. Estou a favor de manifestações anarquistas bem organizadas. Estou contra a utilização dessas manifestações por grupo que pretendem praticar formas de acção que não são chamadas para estas manifestações. Têm o resto do ano para fazerem isso e assumirem as suas consequências!

  2. sofia said

    qd descobri este site fiquei contente, agora venho aqui ver os supostos factos e enfim….

    1º as manifestações n precisam ser legalizadas, apenas se deve avisar que vão acontecer por causa de possíveis perturbações ao transito. coisa que neste caso n era muito afectada sequer.

    2º “Existia uma minoria anarquista e com uma postura de combate político declaradamente violenta.”
    epá, devem estar a gozar com a minha cara, além de n ser uma minoria de 25 pessoas, violenta em quê? por estarem 4 ou 5 pessoas a pintar grafitis ou a atirar bolas de tinta? por gritarmos palavras de ordem incisivas? n entendo.

    Não basta a carga policial ainda damos tiros nos próprios pés? caindo em sectarismos deste nível.

  3. João said

    É importante dizer que a manifestação durava há horas e já tinha passado pelo mesmo ponto anteriormente. Isto desmascara a ideia de que foi uma manifestação convocada com o intuito de ir protestar junto ao pnr.

    É importante frisar que houve carga policial, em cordão, vinda dos dois lados da rua, o que deita por terra a mentira de que “estariam a tentar dispersar a multidão” (estavam sim, a encurralá-la).

    É importante frisar que quem liderou e cabeceou a carga, da parte de cima, foi o sacana do boné, que vinha de calças de ganga e bastão descartável. Isto deita por terra a ideia que os manifestantes eram violentos, porque senão o homem não iria arriscar a integridade física ao liderar o ataque sem armadura.

    Podem pôr aí que havia não só adolescentes mas também crianças na manifestação a brincar na praça luís de camões.
    Podem pôr aí que havia engenheiros, sociólogos, médicos e designers na manifestação (é verdade, estavam comigo).

    É importante frisar que mesmo os “anarquistas” black bloc mais “radicais” (uma pequeníssima minoria) apenas fizeram umas pinchagens, não tendo perturbado em nada a ordem pública.

    É importante frisar (e está documentado) que dos 4 ou 5 polícias à paisana que malhavam no pessoal apenas 1 exibia distintivo.

  4. Paulo Gomes said

    Transcrição de mensagem que enviei à PSP:

    Exmo(a)s Senhore(a)s:

    Escrevo para vos transmitir o meu veemente protesto quanto à actuação
    da PSP no passado dia 25 de Abril de 2007, na Rua do Carmo e suas
    imediações, em Lisboa

    Não há qualquer justificação para a vilolência utilizada contra os
    manifestantes e outros transeuntes que se encontravam no local. De
    acordo com a Constituição e com a legislação democrática portuguesa,
    não é lícito a polícia agredir cidadãos à bastonada porque estes se
    encontram “no local errado à hora errada” ou numa manifestação “não
    autorizada”.

    É uma vergonha para o Portugal democrático nascido do 25 de Abril, e
    em particular para a PSP, que tais acontecimentos tenham tido lugar,
    justamente, no Dia da Liberdade, fazendo lembrar o tempo da ditadura,
    em que a repressão policial se abatia sobre os que se opunham à
    ditadura.

    A prontidão e aparato com que as forças policiais reprimem
    manifestações pacíficas e agridem cidadãos desarmados contrasta com a
    sempre alegada falta de meios para combater a criminalidade violenta
    ou, pura e simplesmente, fazer cumprir o Código da Estrada.

    Solicito ao Comando da PSP que, caso ainda não o tenha feito, inicie
    imediatamente uma investigação sobre estes acontecimentos, apure os
    responsáveis, aplique as respectivas medidas disciplinares, torne
    públicos os resultados e tome medidas para evitar situações
    semelhantes no futuro.

    Cumprimentos,

    Paulo Gomes

  5. Sandro Marques said

    Passados alguns dias sobre os acontecimentos, a distancia permite-nos por vezes ver coisas antes não vistas e nunca imagináveis, dada a brutal sensação de revolta.

    Depois de confrontar as várias posições a que tive acesso, quer em blogs, nos jornais, na rádio, etc., começo a ter a sensação de que aquilo que vi acontecer e que relatei no próprio dia através de Post, está tão para além da realidade como é verdade que o sol roda em volta da terra.

    A primeira impressão com que fiquei ao ver a marcha que descia a Rua Garrett, foi uma espécie de arrepio. A cerca de 20 metros da porta do C.C. do Chiado, os manifestantes tinham um ar assustador. Só após ver, primeiro a polícia na frente da marcha e depois de conseguir perceber as palavras de ordem, em faixas e as gritadas, percebi quem eram e por quem estavam. Estavam no mesmo lado que eu.POr isso resolvi seguir a manifestação.

    1ª? É ou não verdade que estiveram no Camões mais de meia hora à espera de autorização da polícia para descer o Chiado?

    2ª? É ou não verdade que tinham mesmo a intenção de se dirigir depois à sede do PNR na R. da Prata?

    Tenho a certeza que haverá por aí quem possa responder a estas questões. Os organizadores da marcha espontânea.
    Vá lá, há sempre alguem que toma a iniciativa e faz o papel de negociador.

    Caso a resposta a estas duas questões for a confirmar a sua veracidade, então meus amigos, fica mesmo claro o que se passou.

    Voltarei para expor o que me ocorreu entretanto.

    Viva a Liberdade.

  6. joao said

    nao estive la,
    mas realmente não vejo o sentido de fazerem o blog que defenda a manif, e que dê apoio à velha ordem de ideias de que os anarquistas são violentos. Pelo que entendi estavam 600 pessoas na boa, e extrema-esquerda tb n m parece… Houve muita gente que aderiu sem qq ligação politica!!! Agora p causa de bolas d tinta, é preciso repreender anarkistas, e dar numa de discurso à lá PSP????
    Porra!! Tão a defender uma cena libertária e separar os libertários por acção???!?!?!
    Ñão faz muito sentido

    e n m parece k fossem só 25 anarkistas, realmente falam de que os media mudaram os factos, mas os vossos não estão mutio correctos nem tão objectivos.

    mas pronto opiniões são opiniões!!!

  7. Manifestante anarquista said

    que factos são estes? ao contrario do que dizem, a manifestação era maioritáriamente composta por anarquistas, nenhum deles violento! e como voces dizem… sim a manifestação não estava “legalizada”, nem nunca estaria, o governo nunca permitiria uma manifestação anarquista, para alem do mais o que é isso de manifestação legal ou ilegal? se nos queremos manifestar, manifestamo-nos… se não aceitamos o estado vamos perguntar-lhe se podemos gritar contra ele?

    sobre as perguntas do sandro. 1.a – não, não estivemos à espera de autorização nenhuma dos porcos fardados para voltar a caminhar pelas ruas, foi espontaneo, paramos um bocado no largo luis de camões, e voltamos para trás. 2.a – esse assunto foi discutido enquanto estivemos no largo luís de camões, algumas pessoas queriam lá passar pois as nossas palavras também eram contra a sua fraca capacidade mental, outros simplesmente queriam continuar o protesto.

  8. sofia said

    1ª? É ou não verdade que estiveram no Camões mais de meia hora à espera de autorização da polícia para descer o Chiado?

    ninguém esteve a espera de autorização para descer o chiado, simplesmente ali era o final da manifestação então ficou-se lá mais de meia hora parado.. até à altura em que se decidiu espontaneamente fazer o percurso inverso.

    2ª? É ou não verdade que tinham mesmo a intenção de se dirigir depois à sede do PNR na R. da Prata?

    na altura que a manifestação descia o chiado, havia uma minoria de pessoas que queriam ir para a rua da prata, sim. As outras simplesmente iam para o rossio.

  9. rosário said

    Prabéns pela iniciativa.
    Nada justifica a intervenção policial.
    “Enquanto formos capazes de nos indignar e comover, te
    nho acerteza de que resistiremos” A. Lobo Antunes

    rosário melo

  10. pedro rios said

    Sou jornalista do “Público” e estou a fazer um trabalho sobre os acontecimentos de 25 de Abril.

    Quero entrevistar manifestantes assumidamente anarquistas.

    Podem entrar em contacto comigo pelo e-mail pedrosantosrios@gmail.com .

    Cumprimentos,

    Pedro Rios
    Carteira profissional n.º TP48

  11. rwp said

    podia dizer muita coisa mas aquilo que me apraz dizer agora é uma palavra de esperança: espero que este dia não fique para sempre associado ao conceito de anarquista… senti mudanças e não para melhor. o controlo dos media sobre os acontecimentos pôs-nos do lado do inimigo porque pelos actos de uns pagam os outros e embora a manifestação seja em prol de valores que DEFENDO e PRATICO, não gostava de continuar a ver a palavra anarquia misturada somente com o que é ser punk, pois tem pouco ou nada a ver. há que ter consciência dos símbolos que se usam porque eles estão carregados de significado…

  12. Sandro Marques said

    Aquilo que me parece ter realmente acontecido é simplesmente o seguinte:

    A polícia, sabendo da intenção de se dirigirem para a rua da Prata ( ainda que não consensual),
    actuou de forma deliberada para travar a manifestação no sítio que tacticamente lhe pareceu mais apropriada. A rua do Carmo.

    Não se trata da descoberta da Pólvora, claro, mas se atentarmos na forma como os acontecimentos se desencadearam, na versão oficial da polícia e na posterior cobertura governamental à versão apresentada, parece-me que os manifestantes foram “tramados” e cairam numa cilada.

    Eles, tiveram tempo suficiente para montar a operação. O tempo em estiveram parados no Chiado permitiu-o. Sabiam da intenção de alguns, de passar na R. da Prata. Eles estavam no meio de vós desde o princípio ( o tempo que pasou entre o graffiti na rua do Carmo e a chegada da polícia foi tão curto que …).Tinham a cobertura da instancias superiores, o que se ddeduz pela pronta confirmação das versões “oficiais”. O responsável governamental, já por diversas vezes no passado, e antes de o ser, em casos de actuação policial duvidosa, se manifestou pela necessidade de inquéritos independentes.

    Aquilo que eu acho que foi ponderado no momento foi: Se travarmos a manifestação antes da possibilidade de chegar à r. da Prata, impedimos que os outros tenham argumentos de victimização;

    O sistema está encurralado entre a continuação de um partido que dá expressão de forma “legal” a posições nefastas e tão ultrapassadas e desumanas como a inquisição, e a clandestinidade que proteje as acções ilegais à luz da nossa constituição.

    Esta leitura dos acontecimentos, talvez demasiado ingénua,talvez mesmo errada, leva-me a afirmar que, infelizmente para todos, o que aconteceu foi um sacrifício premeditado, de forma a manter uma estratégia mais ampla.

    Ou isto ou a actuação da polícia foi apenas irresponsável e então punível em qualquer estado democrático.

  13. RJA said

    Parece-me claro que isto foi premeditado.

    Não se prepara um ataque da polícia de choque apenas pelo “feeling”.

    O “feeling” fica para depois, quando os (como disse um dos comentadores, lol) “porcos fardados”, se exibem na bastonada.

    É claro que foi planeado.

    Os Factos:

    …estes factos não são bem factos.
    Pessoalmente identifico-me com os ideais anarquistas, mas nem por isso vou para as manifs de preto e com bandeiras com um “A”.
    Como é que se contam 25 anarquistas numa manif?

    …como já referiram, as manifs não têm que ser autorizadas.

    http://www.cne.pt/index.cfm?sec=1001000000&step=2&letra=D&PalavraID=48

    De qualquer forma, esta lei é bastante aparvalhada, já que impede a possibilidade das pessoas se manifestarem espontâneamente, ou de grupos de anarquistas ou libertários o fazerem, já que elas não têm “3 responsáveis”.

    cuidado comos vossos “factos”, que podem parecer aos olhos de alguns como mera opiniões 😉
    ————————————————-

    Esta manif vem provar uma série de coisas:

    1-que os grupos libertários ou da dita “esquerda” se devem unir nos seus objectivos comuns, ao invés de se criticar nas suas diferenças.
    2-que pessoas dentro desses grupos devem fazer o registo destas manifestações e de outras acções.
    3-que esses registos devem chegar ao maior número de pessoas possível.
    4-que claramente há a hipótese destes grupos serem usados e abusados como é o caso, de modo que devem aprender a defender-se deste tipo de abuso(não me refiro a meios violentos, como é óbvio).
    5-que a internet é um meio óptimo(entre outros) para passar informação e planear actividades.
    6-que a inutilização de um site (indymedia) não faz com que as pessoas se calem, muito pelo contrário, criando nelas a vontade de que a verdade venha ao de cima.

    desculpem o longo blábláblá, só mais uma coisinha:
    não sei se li nestes ou noutros comentários, umque referia o perigo ou o problema de os média olharem para “nós” (whoever we are) como o inimigo.
    Esse perigo não é eminente, antes permanente e faz parte da forma como os governos “democráticos” fazem uso dos seus média para virarem uma parte da população (nós), contra a maioria.
    Tendo isto em mente, torna-se muito mais fácil compreender as reacções dos meios de comunicação habituais.

    Força pessoal, apesar de parecer, isto NÃO foi uma derrota. Foi um primeiro passo, já há muito esperado. Não deixemos esta energia morrer…
    Agradecendo aos criadores deste site, peço que repensem os vossos factos, para não parecerem meras observações mais ou menos lúcidas.

    Obrigado

  14. Vasco said

    Escrevo para manifestar a minha satisfação por terem levado nos cornos.A actuação da p.S.P só pecou por ter sido branda demais. Pensava um grupo de analfabetos, burros que nem calhaus, que se manifestavam sem autorização ( sim, porque as manifestações têm que ser autorizadas e não como disse um anormal, que nem autorização é preciso )destruindo tudo á sua volta, brincando com o esforço e suor de quem lutou e trabalhou para ter as suas coisas. Eu estive lá e fui um dos que ficou com a montra partida e a loja destruída com tinta vermelha. As minhas felicitações à P.S.P por ter cumprido o seu dever perante tal grupo de animais sem dono.

  15. Paulo said

    Boas a todos os editores deste blog.
    Tendo reparado que o site Indymedia foi ‘apagado’
    quero aqui deixar um apelo, caso queiram recuperar
    os conteudos do mesmo, tal e possivel, deixem-me um email onde nos possamos contactar e direi-vos como o conseguir sem problemas nenhuns.
    Abraco

  16. RJA said

    “direi-vos”?

    Não creio que o site esteja apagado.
    Se consultar as listas (são abertas a todos os utilizadores), perceberá o porquê de o site estar em baixo.

    Saudações senhor paulo-polícia.
    lol

  17. Paulo said

    nao ha-de ser o mesmo paulo de certeza!e muito menos essa ultima frase!…

  18. joao said

    fortalecendo a minha ideia face à tal história de incluirem neste factos, que anarquistas eram uma minoria, e até bastante violenta. Só gostava que dessem uma volta por dentro de Almada … na zona velha … para que vejam a qunatidade de grafitis feitos pelo pessoal Anarkista para a manif…e a quantidade de autocolantes antifascistas a acompanhar…
    é estranho assistir a uma manif “convocado” pelo pais todos por maioritariamente anarkistas, e depois fazer uma publicação tão bunita como esta hahaha.

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